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Os E.T. deixaram de falar inglês

Os E.T. deixaram de falar inglês

Línguas inventadas para a ficção têm ganho cada vez mais fãs dentro e fora da indústria. Falámos com criadores.

A ascensão das línguas inventadas na ficção é um fenómeno crescente e o refinamento é tal que estes idiomas têm gramática e sintaxe complexas. Hoje em dia, as "conlangs" (isto é, linguagens construídas) são mais populares do que nunca, e cada vez mais fãs de séries como "A guerra dos tronos" ou "Star trek" aprendem a falá-las, recorrendo a cursos e dicionários completos.

João Veloso, pró-reitor da Universidade do Porto e linguista, diz que neste fenómeno "há um objetivo estético ficcional, são linguagens inventadas como são as personagens ou os lugares. O código ficcional é o objetivo estético máximo". A outra função, acrescenta, é a de "atingir um código neutro em relação a todas as línguas". E lembra um episódio divertido: "Quando estava a crescer perguntava-me porque falavam os E.T. inglês no espaço? Os criadores de línguas ficcionadas conseguem apagar este rasto".

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