Premium

Outros cem anos de cinema vão começar

Outros cem anos de cinema vão começar

"Não haverá mais filmes até que a gripe acabe", avisava uma notícia do "The New York Times", publicada em outubro de 1918. É um título estranhamente familiar, cem anos depois de a gripe espanhola ter colocado a ainda ténue indústria cinematográfica em estado incerto.

Hollywood, a cidade dos megaestúdios que criaram a prevalência americana da produção, distribuição e exibição de cinema, ergueu-se dos escombros dessa crise: os pequenos produtores não sobreviveram, consolidaram-se os outros e provou-se a resiliência da Sétima Arte.

Chegámos de novo a mais um "momento disruptivo" nesta história, para usar as palavras do presidente da Academia de Cinema portuguesa, Paulo Trancoso, e recordar outra que se tornou indissociável do cinema: streaming.