Música

Pianofest do Porto a Nova Iorque

Pianofest do Porto a Nova Iorque

Palco do evento mudou-se este ano para o online

Este ano, o Porto Pianofest não vai correr as salas do Porto. Mudou-se para o online e o palco deixa de ser só a Invicta e passa a ser o Mundo inteiro. À conta disso, vai juntar mais de 75 artistas que fizeram gravações exclusivas para o festival. Mas também há concertos em "live streaming", a partir de Portugal, Estados Unidos ou Canadá, todos os dias ao final da tarde. Os espetáculos são gratuitos e estão agendados de 2 a 8 de agosto.

No festival em que o piano é a peça central, há música clássica, jazz e contemporânea. No dia 1, começam a ser disponibilizadas performances gravadas, mas o primeiro direto será protagonizado pelo diretor do festival, Nuno Marques, que vai tocar no dia 2, às 22 horas, a partir de Nova Iorque, com a violoncelista Christine Lamprea. Depois, no dia 3 (também às 22 horas), o espanhol José Ramón Mendez, que está em Chicago, vai cumprir a tradição: "Desde que tocou no Porto Pianofest, toda a gente adora e querem que venha sempre. É a quinta participação".

O novo diretor musical da prestigiada Escuela Superior de Música Reina Sofia, em Madrid, Oscar Colomina i Bosch, vai dar uma conferência, no dia seguinte. E Jean Saulnier, a partir de Montreal, no Canadá, traz a sua recente descoberta, um piano de 1848, semelhante ao que Chopin usava. O concerto será disponibilizado no dia 5. Depois, mais um espetáculo em direto, de Geoffrey Burleson (dia 6, às 22 horas), que vai estar em Nova Iorque.

"Netflix de música"

Só estão previstos dois concertos ao vivo, que também serão emitidos online. O primeiro é na Reitoria da Universidade do Porto, dia 7 (às 20 horas), e junta dois jovens talentos portugueses: Hugo Peres e Nuno Ventura de Sousa. "Lecionei no Conservatório do Porto e curiosamente trabalhei com os dois", diz Nuno Marques. No dia seguinte, à mesma hora, o violoncelista Fernando Costa toca no World of Wine, em Gaia. "É numa praça aberta. Qualquer pessoa pode parar para ver".

Além dos concertos, o Porto Pianofest abre ainda mais as portas. "Oferecemos uma plataforma, um palco, a músicos de todo o Mundo que fizeram uma gravação exclusivamente para o Porto Pianofest", explica o diretor do festival, que tem vindo a organizar o festival a partir dos EUA. Há 60 gravações que vão ser libertadas, dez por dia, no site e nas redes sociais do festival. "Vai ser quase uma temporada por dia de Netflix, dez artistas por dia".

Há gravações exclusivas da norte-americana Lisa Yui, dos pianistas de jazz Richard Sears e Jean-Michel Pilc, dos espanhóis da nova geração Juan Carlos Fernandez Nieto, Enriqueta Somarriba, Mario Mora, Jorge Tabares. E não faltam jovens: a mais nova tem 15 anos, chama-se Stephanie Ding Draughon, e é um prodígio norte-americana.
"Mas há algo que me deixa muito feliz. Mais de um terço dos participantes são portugueses. Muitos são do Porto, o que é sempre especial para nós", diz Marques , que garante que "o festival será um autêntico auditório virtual", conclui.

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