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Pintam as paredes do Porto com arte e mensagens políticas

Pintam as paredes do Porto com arte e mensagens políticas

Artistas expõem na cidade com o que os olhos veem e a alma sente. É uma prática ilegal, mas concordam que os fins justificam os meios.

Novata, nervosa, Helena Janeiro (nome artístico: Coração Ditador), decidiu levar um amigo numa das primeiras vezes que fez colagens na rua. Foi um final de tarde, na Rua Mompilher, no Porto. O amigo vigiava a eventual chegada de polícias de forma a que a artista, que nasceu no Algarve, cresceu no Alentejo e se tornou adulta no Porto há 30 anos, pudesse fugir antes de ser multada.

Colava uma aplicação de dentes (dezenas) a saltar de uma boca. De repente, lembrou-se: "Então, tudo calmo?". Sim, estava, disse o amigo, tirando aquele "executivo" que a mirava há 20 minutos. Com o coração acelerado, espreitou por cima do ombro e viu o presidente da Câmara a admirar o seu trabalho. "Ficámos os dois sem palavras, olhámos um para o outro calados. Decidi continuar", recorda. Quando terminou, nem polícias nem Rui Moreira. "E o trabalho ainda lá esteve algum tempo", diz.

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