Sugestões

Pode a Região dos Vinhos Verdes ser um GPS com vários caminhos?

Pode a Região dos Vinhos Verdes ser um GPS com vários caminhos?

Gosto de olhar para a Região dos Vinhos Verdes como quem olha para um GPS e lhe são propostos vários caminhos. A região é vasta, com diferentes climas, solos e exposições solares, com uma zona marcadamente atlântica e outra mais continental.

É desta forma que, como enólogo, vejo uma diversidade de trilhos que podem ser percorridos dentro da mesma região. Por um lado, podemos ter vinhos mais descontraídos, com menor teor alcoólico, acidez mais firme, enquadrados por um teor de açúcar residual. Vinhos que, como Gazela, prestam-se a um consumo mais descomplicado, muitas vezes longe da mesa das refeições.

Não obstante, existe hoje um outro posicionamento que tem vindo a ser cada vez mais assumido. Vinhos ancorados numa viticultura e enologia moderna, onde a origem tem uma expressão de equilíbrio, feitos de aromas intensos e de uma estrutura que permite antever bom envelhecimento.

É assim que olhamos para os novos vinhos que fazemos na recém-redesenhada marca Azevedo. O Azevedo Loureiro Alvarinho 2018 é feito com Loureiro e Alvarinho, um lote feliz entre a frescura e intensidade aromática do Loureiro e a textura e cremosidade do Alvarinho. A acidez equilibrada contribui para uma prova fácil, num vinho que se exprime da melhor maneira, acompanhando pratos frescos de gastronomia leve.

"Um vinho com cunho pessoal criado a partir da inspiração do próprio enólogo. Foi exatamente com estas palavras que Fernando da Cunha Guedes, presidente da Sogrape, nos desafiou a nós, enólogos da empresa, para criarmos vinhos para Série Ímpar, uma marca nova criada para acolher a criatividade e a vontade de fazer diferente.

O trabalho de enólogo enquanto criador de vinhos tem sempre associada alguma criatividade, mesmo que o seu foco esteja em marcas já estabelecidas e com perfis definidos, já que pode sempre acrescentar o seu cariz e sensibilidade pessoal, e assim tornar o vinho mais "seu". Por outro lado, se a "página" estiver em branco, o trabalho é não só criativo, mas também definidor.

Assim acontece com este Sercialinho de 2017, casta pouco comum da Bairrada, plantada num solo feito de argila e calcário, com uma espetacular expressão de acidez vibrante, quase nervosa. Aromaticamente clássico, fora de moda e talvez por isso...cativante.

Não são muitas garrafas, mas se encontrar uma, aproveite com o melhor que a gastronomia portuguesa de forno tem para oferecer e a experiência será sem dúvida ímpar.v

Azevedo Loureiro | Alvarinho | 2018 | PVP.: 4,99 €

Série Ímpar Sercialinho | Bairrada | 2017 | PVP.:60€

PARA A SEGUNDA SÉRIE DESTA RUBRICA, O JN DESAFIA OS PRODUTORES A APRESENTAREM OS SEUS VINHOS

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG