Cultura

"Portugal entra em cena" para apoiar artistas e estruturas

"Portugal entra em cena" para apoiar artistas e estruturas

Direção-Geral das Artes assegura pagamentos a artistas. Gulbenkian abriu candidaturas a fundo de emergência Governo empresta apoio a movimento inédito. Ajudas ultrapassam os três milhões de euros.

Ao trigésimo dia de condicionamento cultural resultante da Covid-19, o setor das artes começa a vislumbrar alguma luz num túnel de que se desconhece o comprimento: os apoios públicos e privados ganham forma, regulamentos, prazos e montantes que, somados, ultrapassam os três milhões de euros. Os projetos apoiados serão ressarcidos agora, mas poderão ser apresentados apenas em 2021.

O ministério da Cultura, tutelado por Graça Fonseca, emprestou na segunda-feira "apoio institucional" ao movimento "Portugal Entra em Cena", cujo objetivo é dar aos artistas a possibilidade de "lançar ideias e ver os seus projetos remunerados - hoje, quando é mais necessário", sublinhou a ministra em comunicado.

O movimento não tem líder, mas tem dezenas de entidades numa "colaboração inédita" - de bancos a teatros, de fundações a operadores de comunicação -, representando, neste momento, um investimento de mais de um milhão de euros. Cada projeto não poderá ultrapassar os 20 mil euros, mas pode ser apresentado a curto prazo, em formato digital, ou daqui a um ano.

Ao milhão do "Portugal entra em cena", destinado a artistas e técnicos do setor, junta-se o milhão contemplado no já divulgado fundo de emergência do Governo para artistas e entidades culturais. Neste caso, cujas candidaturas terminam a 6 de abril. Os artistas poderão ser apoiados até um máximo de 2500 euros, e as estruturas até 20 mil euros.

Apesar de os montantes serem iguais - um milhão de euros a distribuir individualmente em parcelas de 2500 euros, ou coletivamente em parcelas de 20 mil euros -, e de os prazos para a candidaturas também serem coincidentes, o apoio de emergência que a Fundação Gulbenkian destinou para apoio de artistas e estruturas de produção nas áreas da música, dança, teatro e artes visuais, não é o mesmo que o do Estado.

Se a Gulbenkian dará primazia aos candidatos que comprovarem que a sua atividade cultural foi cancelada como consequência das medidas impostas pela Covid-19, já a Direção-Geral das Artes optou por abreviar procedimentos. Ontem assegurou que vai manter todos os pagamentos celebrados com as estruturas no âmbito dos concursos, e que não pedirá reembolso dos apoios concedidos a atividades não realizadas.

Finalmente, um apelo aos donativos do público. O movimento batizado "Teia 19" criou uma plataforma para disponibilizar conteúdos "online". A primeira proposta, agendada para 7 de abril, é um recital focado nos poetas de Amália Rodrigues.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG