Polémica

Praça de Álvaro Siza em Viseu ameaçada

Praça de Álvaro Siza em Viseu ameaçada

Um grupo nacional de cidadãos das áreas da Arquitetura, História da Arte, Património, Gestão e Programação Cultural organizou-se num movimento para defender de um "atentado patrimonial" a Praça 2 de Maio, em Viseu, concebida pelos arquitetos Álvaro Siza e António Madureira. O movimento pede a suspensão imediata da obra que destruirá o desenho original.

De acordo com a Carta Aberta posta a circular com o conhecimento de Álvaro Siza, a autarquia viseense pretende construir uma cobertura integral da Praça, desvirtuando o espaço.

"Situada no centro da cidade de Viseu, entre o Adro da Sé e o Rossio, a Praça 2 de Maio, que durante mais de um século albergou o mercado central de Viseu, foi transformada nos anos 90 do século XX num espaço aberto à cidade através de um projeto dos arquitectos Álvaro Siza e António Madureira", lê-se no documento.

"A Câmara Municipal de Viseu viria mais tarde a solicitar ao arquiteto Álvaro Siza uma solução para a cobertura parcial da Praça 2 de Maio, que não viria a executar. Em vez disso", denuncia a Carta, "propõe-se agora executar outro projeto de cobertura, que desrespeita o trabalho autoral do projeto anterior".

Trata-se de um "atentado patrimonial que a Câmara Municipal de Viseu está prestes a cometer da cidade", assegura o movimento cívico, que está a mobilizar a sociedade para a defesa da arquitectura e do património nacional, através de uma petição pela suspensão do projeto, que custará quatro milhões de euros.

A petição já foi assinada por arquitetos como Eduardo Souto de Moura, Manuel Aires Mateus ou João Luís Carrilho da Graça, mas também por Simonetta Luz Afonso, Museóloga e Gestora Cultural, Dalila Rodrigues, Historiadora de Arte e Gestora de Património, ou José Mateus, Presidente da Trienal de Arquitetura de Lisboa.

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