Cultura

Primavera Sound despede-se com cartaz repleto

Primavera Sound despede-se com cartaz repleto

O regresso dos National ao Porto depois do magistral concerto que protagonizaram no Coliseu há um par de anos é apenas um dos vários aliciantes que o Primavera Sound reserva este sábdo, no último dia do festival.

De então para cá, editaram mais um disco ("Trouble will find me", de 2013) e consolidaram o seu estatuto de banda de referência. Um feito improvável para um projeto que durante longos anos se cingiu a salas de pequena dimensão, bem distante dos holofotes públicos.

Por capricho de horário, o concerto dos National coincide quase em absoluto com outro dos mais esperados da noite: Charles Bradley, dono de uma voz imensa que já lhe valeu comparações com James Brown e Al Green. "Descoberto" já depois dos 60 anos, Bradley lançou, já no ano passado, o seu segundo disco, apropriadamente intitulado de "Victim of love".

Antes ainda dos autores de "The boxer", cujo concerto se inicia às 22.30 horas, o "Primavera" recebe outros ilustres. Lee Ranaldo, presença frequente no festival, faz-se acompanhar pelos Dust na nova incursão portuense, e John Grant, figura de proa dos Czars, apresenta ao início da noite o muito elogiado "Pale green ghosts".

As aberturas do dia, essas, cabem aos lusitanos You Can"t Win, Charlie Brown", cujo mais recente disco, "Diffractions/refraction", veio conquistar ainda mais seguidores do que o inicial, "Chromatic".

Fiel à sua essência, o palco Pitchfork volta a propor um punhado de projetos emergentes que merecem escuta atenta. Das californianas Dum Dum Girl ao hiperprodutivo Ty Segall, a música irá prolongar-se quase até ao raiar do dia. O produtor madrileno Miguel Barros, que responde pelo nome artístico de Pional, terá honras de fecho.

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