Política

Promotores de espetáculos dizem que novo ministro é a "pessoa certa"

Promotores de espetáculos dizem que novo ministro é a "pessoa certa"

A escolha de Pedro Adão e Silva para ministro da Cultura agrada à Associação de Promotores de Espetáculos, que vê em Pedro Adão e Silva "a pessoa certa" para o lugar. Já a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros afirma que "o primeiro passo é a abertura do diálogo":

É com um misto de esperança e expectativa que a Associação de Promotores de Espetáculos (APE) aguarda a entrada em funções do novo ministro da Cultura.

Fortemente fustigado nos últimos dois anos pela pandemia, o setor espera que Pedro Adão e Silva consiga combater aqueles que considera serem os grandes males do setor.

"Durante os últimos 40 anos, os privados têm estado ausentes. O Ministério da Cultura tem-se concentrado em politicas públicas, esquecendo as centenas de empresas e milhares de trabalhadores que estão no privado", afirmou à RTP o presidente da associação, Álvaro ovões.

Para o empresário, Adão e Silva "é a pessoa certa para nos incluir na governação da Cultura para que, em conjunto, o setor público e o privado possam tornar a Cultura mais acessível para todos os portugueses. O grande desafio é aumentar os hábitos culturais dos portugueses".

Por sua vez, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) entende que "o primeiro passo é a abertura do diálogo". "Antes mesmo da definição de políticas públicas, é fundamental que o ministro revele uma predisposição para conhecer as medidas que os editores e livreiros preconizam para o enrobustecimento do setor", frisou Pedro Sobral, presidente da APEL.

A associação destaca a importância dos canais de comunicação entre o Ministério da Cultura e os agentes do setor porque entende que a ação da anterior ministra, Graça Fonseca, foi a contrária. "Não houve diálogo algum a partir de determinada altura. O que foi feito foi pouco e mau", criticou.

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Sem querer especificar uma medida necessária para revitalizar o setor, o novo presidente relembrou que "o mercado da edição, já de si frágil" ficou ainda mais vulnerável no decorrer dos últimos dois anos, não chegando a recuperar totalmente das perdas significativas ocorridas em 2020, com uma retração de 17%.

"Não temos estados de alma em relação a qualquer nome ou figura. O que esperamos é que o ministro revele vontade e abertura para conhecer os dados do setor para que depois possa adotar as medidas necessárias", concluiu.

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