Artes

Protesto pela cultura inundou as redes sociais nacionais

Protesto pela cultura inundou as redes sociais nacionais

Centenas de trabalhadores do setor artístico português postaram hoje fotos de desagrado com a política cultural

Inês Castel Branco, Ivo Canelas, Diogo Infante, Benedita Pereira, Paulo Pinto, Victor Hugo Pontes, Paula Lobo Antunes, Dalila Carmo ou Rita Redshoes foram algumas das personalidades conhecidas do mundo da cultura nacional que deram a cara e se juntaram ontem ao protesto #naruapelofuturoda cultura. Com imagens no palco, envergando cartazes, com fotografias a gritar, ou com gestos de revolta, centenas de profissionais do teatro, da dança, da música, do cinema, das artes plásticas e uma série de anónimos apoiantes quiseram manifestar a sua solidariedade aos profissionais do setor. O protesto estava agendado desde o dia 7 de janeiro mas não pôde decorrer na rua como estava previsto, devido às restrições impostas pela pandemia.

Apesar das medidas anunciadas a 14 de janeiro pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, entre as quais um apoio de 42 milhões para o programa Garantir Cultura e a reposição do Decreto-Lei n.º 10-I/2020 que assegura o pagamento dos espetáculos cancelados ou adiados, o setor continuou a encontrar motivos de protesto.

A demonstração foi levada a cabo pela união de estruturas como o Cena-STE- Sindicato dos Trabalhadores dos Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos; a Ação Cooperativista; a Plateia-Associação de Profissionais das Artes Cénicas; a Associação Portuguesa de Realizadores; o Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia; e a Rede-Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, entre outros.

Entre as várias reclamações, exige-se uma efetiva proteção social por parte do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social para quem trabalha nas artes e cultura, em todas as profissões e modalidades, pela perda total ou parcial dos seus rendimentos causada pela pandemia. O setor quer que a proteção seja acima do limiar da pobreza, que não exclua ninguém e que se prolongue até ao levantamento de todas as restrições, nomeadamente as de ajuntamentos. Além disso, retomam a exigência de 1% do Orçamento de Estado para a Cultura.

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