Difusão

Rádios contestam quotas de 30% para a música portuguesa

Rádios contestam quotas de 30% para a música portuguesa

Renascença e Media Capital afirmam que medida é "ineficaz"

Numa carta aberta dirigida à ministra da Cultura, os grupos Renascença Multimédia e Media Capital Rádios consideram que o aumento para 30% na quota de difusão da música portuguesa é uma medida "ineficaz e injusta".

"O caminho de imposição de quotas ´é anacrónica (...), é uma medida política do século passado que não tem em conta o mundo digital das plataformas de música internacionais, livres de quotas e de imposições que limitem a sua liberdade de programar", defendem.

No comunicado conjunto, os grupos desmentiram também Graça Fonseca, acusando-a de não ter encetado qualquer diálogo ao optar por "imposições de última hora". Na missiva é ainda possível ler-se que "dos beneficiários financeiros desta medida, só uma ínfima parte serão os artistas portugueses".

Posição idêntica tem a Associação Portuguesa de Radiodiusão, que lamenta a falta de "acordo prévio com as rádios".

Em sentido contrário estão as representações setoriais. A Audiogest, Associação de Produtores Musicais e Associação Fonográfica Portuguesa destacam que "a implementação das quotas de música portuguesa nas rádios não prejudicou as audiências e que, apesar da fixação do novo valor, o espaço musical preenchido com música nacional fica aquém do que ocorre noutros países europeus".

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