Cinema

Regina Pessoa: "O valor deste filme permanece o mesmo"

Regina Pessoa: "O valor deste filme permanece o mesmo"

Foi com um sentimento de consternação que o meio cinematográfico português, nomeadamente o muito solidário universo da animação, recebeu a notícia da não nomeação para o Óscar de melhor curta-metragem do ano de "Tio Tomás, a Contabilidade dos Dias", de Regina Pessoa, que tinha alcançado já a shortlist de dez títulos, dos quais foram anunciados há horas os cinco finalistas.

"Embora o meu entusiasmo tenha sido sempre cauteloso, naturalmente estamos desiludidos, teria sido histórico chegar a essa etapa", confessou a realizadora ao JN. "Mas o valor deste filme permanece o mesmo, com ou sem nomeação, e o seu percurso é notável".

O filme é a quarta realização de Regina Pessoa, sucedendo a "A Noite", "História Trágica com Final Feliz", considerado o filme português mais premiado de sempre, com mais de meia centena de distinções em todo o mundo, e "Kali, o Pequeno Vampiro".

O novo filme de Regina Pessoa, uma coprodução com a França e o Canadá, já vencera dois prémios, entre os quais o Prémio Especial do Jury, no Festival de Annecy, em França, considerado o mais importante do mundo na área da animação, e constrói-se a partir das memórias afetivas e visuais da infância da realizadora e da importância que nela teve o seu tio, a quem dedicou o filme. "Afinal, não é necessário ser-se uma pessoa célebre ou fazer coisas extraordinárias para ser importante nas nossas vidas", sublinhou a realizadora ao JN.

A realizadora aproveitou o contato do JN para "agradecer ao meu companheiro, cúmplice e produtor Abi Feijó, aos meus coprodutores de França e Canada, ao produtor associado Phil Davies", não esquecendo " um agradecimento muito especial a Normand Roger pela extraordinária banda sonora e à minha pequena equipa: Sara Naves Sousa, André Marques e Alexandre Braga."

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