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Revelado o título do novo álbum de Astérix

Revelado o título do novo álbum de Astérix

Versão portuguesa chega às livrarias a 21 de Outubro, em simultâneo com a edição original

"Astérix e o Grifo" é o título do 39.º álbum da cronologia das aventuras do pequeno guerreiro gaulês, que chega às livrarias a 21 de Outubro.

O anúncio foi feito hoje pelas Éditions Albert René, que também divulgaram a capa provisório do livro, que mostra Astérix e Obélix a treparem a um tronco de árvore esculpido como a cabeça de um estranho ser, em cujo topo está o pequeno Ideiafix, que tentam recuperar.

Mas, afinal, que animal tão invulgar é aquele, com cabeça de ave e enormes presas? Jean-Yves Ferri, que assina aqui o argumento do seu quarto álbum de Astérix, esclarece: "No que diz respeito ao novo álbum, "Astérix e o Grifo", tudo começou com uma representação escultórica da Tarasca: um animal aterrador das lendas celtas... Será que os nossos antepassados acreditavam realmente na existência destes monstros bizarros? É preciso dizer-se que, na Antiguidade romana, os exploradores eram raros e o mundo era em grande parte terra incógnita. Todavia, a verdade é que elefantes ou rinocerontes, animais verdadeiramente extraordinários para um europeu daquela época, já tinham sido exibidos em Roma. Porque haveriam então os romanos de duvidar da existência de criaturas tão improváveis?"

E continua: "Tratava-se portanto de percorrer o bestiário mitológico e escolher o animal que iria estar no centro da trama. Metade águia, metade leão (e com orelhas de cavalo), acabei por optar pelo grifo!"

O anúncio é feito sensivelmente um ano após o falecimento de Albert Uderzo (1927-2000), mas os actuais responsáveis da série, Ferri e Conrad asseveram que "o Albert confiou em nós para respeitarmos os valores das personagens que ele criou com René Goscinny, fazendo-as viver novas aventuras. É com muita emoção que, na sua ausência, prosseguimos a missão que ele nos confiou com este novo álbum, que esperamos venha a fazer as delícias dos leitores."

Segundo Hélène Bouillon, conservadora do Museu Louvre-Lens e doutorada em egiptologia, as primeiras representações de grifos "datam de há 5000 anos". São, esclarece, seres "com corpo de leão e garras, asas e bico de ave de rapina. Os seus primeiros vestígios foram encontrados no Irão, impressos em argila."

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Outras imagens de grifos surgirão ao longo dos séculos, em especial na zona do Mediterrâneo, com algumas variações, mas quase sempre exibindo "o grifo como um animal forte e perigoso, temido e respeitado".

Sabendo-se antecipadamente que esta aventura decorreria fora da aldeia gaulesa, como acontece a cada dois livros, Ferri acrescenta que falta saber "como é que Astérix, Obélix e Ideiafix, acompanhados pelo druida Panoramix, vão juntar-se à demanda épica e repleta de armadilhas em busca deste animal fantástico?" A resposta, só será conhecida a 21 de Outubro.

Esta não será a primeira vez que seres mitológicos surgem nos álbuns de Astérix. Se é verdade que o seu co-criador René Goscinny (1926-1977), nunca recorreu a elas, Uderzo introduziu um dragão em "A Rosa e o Gládio" (1991), touros alados e centauros em "O Pesadelo de Obálix" (1996) e um elfo em "O Regresso dos Gauleses" (2003). Já Ferri e Conrad, utilizaram o antepassado do Monstro de Loch Ness, em "Astérix entre os Pictos" (2013), e um unicórnio, em "O Papiro de César" (2015).

"Astérix e o Grifo" terá lançamento simultâneo em 17 línguas, entre as quais o português, através da edição da ASA, com uma tiragem global de cerca de 5 milhões de exemplares.

Desde a edição de "Astérix, o Gaulês", em 1959, já foram vendidos cerca de 385 milhões de álbuns, em 111 línguas e dialectos.

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