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Ricardo Salgado na Netflix, mais CR7 e Futre também: no final de julho saberemos se é verdade

Ricardo Salgado na Netflix, mais CR7 e Futre também: no final de julho saberemos se é verdade

Plataforma de streaming vai financiar com 155 mil euros 10 novas séries escritas em Portugal. Recebeu 1198 propostas de argumentos.

Poderá ser uma tragédia, uma comédia ou um documentário: "Ricardo Salgado: Demasiado grande para falir, demasiado grande para julgar". É o título de um projeto de argumento sobre o banqueiro do BES caído em desgraça e que pode vir a ser uma série da Netflix, o maior gigante de streaming que entra nos lares de todo o mundo.

O título consta da lista finalista de 1198 projetos de séries de ficção ou documentário que foram admitidos ao concurso de apoio à escrita de argumento para autores em Portugal. A ação está a ser promovida pela plataforma norte-americana fundada pelo milionário Reed Hastings e conta com o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).

Entre todos os projetos admitidos - a lista de 30 páginas revela apenas títulos, mas nada diz os seus autores, intenções cinematográficas ou as sinopses - consta um sobre CR7, e o título prognostica uma comédia glutâmica: "Cristiano Ronaldo e as sardinhas assadas".

Há um outro, também centrado num futebolista famoso, este esquerdino, que parece ser uma proposta de comédia libertina: intitula-se "Futre - O quarto F de Portugal". Um terceiro traz por título "Fábrica - Uma história do futebol operário português".

Mas há muitos mais de títulos: "Salazar hip hop", "Ah, lareira", "O diário do meu armário", "O homem leão", "Os romances de um palavrão", "OK bora", "Coca cola em Angola", "This is not a canga", "Mulher casada discreta procura", Os infortúnios de Rita", "Onde diabo fica o inferno", e um total de 47 projetos que inscrevem no título a palavra Portugal - e dois deles pressupõem claramente o género da ficção científica: "2030: Portugal no espaço" e "Portugal 2057".

A lista integral dos 1198 projetos pode ser consultada aqui.

De acordo com informação divulgada pelo ICA, há um bolo total de 155 mil euros para "os dez melhores projetos" de séries de ficção ou documentário, apresentados por "argumentistas e autores residentes em Portugal".

Segundo o regulamento, haverá uma pré-seleção a cargo de um júri maioritariamente português, mas será a Netflix a decidir os vencedores, atribuindo 25 mil euros a cada um dos cinco melhores e seis mil euros a cada um dos restantes.

O júri que fará a pré-seleção dos projetos - e anunciará os resultados até 30 de julho - integra a diretora de conteúdos da Netflix, Verónica Fernández, o adjunto de comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian, Luís Proença, o escritor Possidónio Cachapa, a jornalista Isabel Lucas e ainda o realizador Jorge Paixão da Costa.

Este apoio financeiro foi anunciado numa altura em que o setor do audiovisual estava praticamente paralisado devido à pandemia da covid-19, com adiamentos e/ou cancelamentos de rodagens, que estão agora a ser lentamente retomadas.

Em março, a revista norte-americana "Variety" tinha anunciado que a plataforma de streaming iria criar um fundo de 100 milhões de dólares (cerca de 92 milhões de euros) para apoiar "profissionais da comunidade criativa que ficaram sem emprego e sem recursos durante a crise causada pelo novo coronavírus".

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