artes plásticas

Rituais transmontanos de Balbina Mendes

Rituais transmontanos de Balbina Mendes

A pintora transmontana Balbina Mendes assinala, neste ano, duas décadas de carreira, com um novo projecto em mãos, baseado nas máscaras e nos rituais do Douro e de Trás-os Montes. São 35 telas a apresentar em Novembro próximo.

O novo desafio assenta na tradição ancestral das figuras dos rituais do solstício de Inverno, levando por uma viagem desde Miranda do Douro até Lamego. Segundo a pintora, este trabalho vem trazer "uma mudança", a qual é essencialmente "temática".

"As formas, a expressão, o colorido das figuras e das máscaras dos rituais seduziram-me. Quando pintei a primeira máscara, que é utilizada pelo chocalheiro de Bemposta, fiquei impressionada com as suas tonalidades", confidenciou Balbina Mendes, ao JN. Prevê-se que este trabalho, quando completo, tenha cerca de 35 telas de grandes dimensões, "com forte impacto visual".

"O projecto está desenhado para que a exposição percorra o país e se apresente no estrangeiro, numa função de divulgação cultural. Neste contexto, já há contactos em curso e interesses manifestados em acolher a exposição", garantiu a pintora.

A apresentação desta colecção de trabalhos está reservada para a Bienal da Máscara, que decorrerá em Bragança entre Novembro e Dezembro deste ano. Apesar do actual interesse, várias têm sido as temáticas abordadas pela pintora, que nunca esqueceu a região a que pertence.

Balbina Mendes nasceu na singular aldeia de Malhadas, no concelho de Miranda do Douro. É autora de vários trabalhos em que a paisagem, a etnografia e a cultura peculiar da região do vale do Douro têm uma acentuação profunda.

Da parte mais oriental do país, onde o rio Douro entra em Portugal, até Vila Nova de Gaia, onde a pintura se radicou há cerca de 30 anos, o curso de água ibérico corre-lhe nas suas recordações, tornando-se numa fonte de inspiração. A prová-lo, está o trabalho "Margens Douro, Nascente Foz", obra que retrata o Douro desde a sua nascente, nos Picos de Urbion (Espanha), até à foz, no Porto, através de 50 quadros em óleo sobre tela.

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