Teatro Municipal

Rui Moreira reitera confiança em Tiago Guedes

Rui Moreira reitera confiança em Tiago Guedes

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, reiterou, esta manhã de segunda-feira, a confiança política no diretor do Teatro Municipal do Porto, Tiago Guedes.

A declaração surge após uma audição à porta fechada na C. M. Porto, em que Tiago Guedes foi ouvido sobre a polémica que tem afetado o teatro. Em causa está a acusação de censura feita pela dramaturga Regina Guimarães, depois da retirada de uma folha de sala da sua autoria e em que criticava o antigo vereador da Vultura do Porto, Paulo Cunha e Silva. O texto integrava a apresentação do espetáculo "Turismo", da Companhia A Turma, com encenação de Tiago Correia, no Teatro do Campo Alegre. Na quinta-feira, PS, PSD, CDU e Bloco de Esquerda tinham exigido um esclarecimento cabal sobre o caso, tendo os socialistas pedido para ouvir Tiago Guedes.

Depois da audição, o presidente da câmara e os vereadores falaram publicamente sobre o caso, fazendo um ponto prévio à reunião de município.

Rui Moreira relevou o facto de Tiago Guedes ter sido escolhido por concurso público, "sem peias e intervenções do poder político" e que "a situação do teatro municipal é idílica". O presidente da C.M. Porto revelou ainda que, alertado por Tiago Guedes sobre a situação, lhe terá dito que publicasse a folha de sala, mesmo entendendo todas as sensibilidades e lealdades em causa, e que "provavelmente ninguém era tão amigo do Paulo Cunha e Silva como ele era", mas que "devemos confiar nos portuenses, sendo o público do Porto suficientemente adulto", afirmou. Acrescentando que se a folha tivesse sido publicada, provavelmente também seria criticado.

Deixando clara a sua total confiança no diretor artístico, Moreira acrescentou que "o Teatro Municipal do Porto tem um programa e um responsável, eu e os vereadores não nos metemos nisso, o programador deve assumir as suas escolhas".

O vereador Manuel Pizarro, do PS, começou por dizer que "a decisão, por mais bem fundamentada que esteja, é de uma natureza censória, por melhores que sejam as razões, que eu até acho que são boas". Pizarro disse também que "apesar de não me rever em nada do que a Regina Guimarães diz, ela tem direito a fazê-lo".

Ilda Figueiredo, da CDU, comentou que esperava que o erro servisse de "ensinamento para que não se torne a repetir", e sublinhou que "qualquer atitude que ponha em causa o direito de exprimir a sua opinião é censura e não é aceite pela CDU".

"Há muita coisa que não gosto que aparece no Teatro Rivoli, mas é uma questão de gosto. Têm liberdade de programação. A opinião de Regina Guimarães era mais uma coisa da qual eu não ia gostar, mas ela devia ter a liberdade de a dizer", comentou também o deputado do PSD, Álvaro Almeida.

Tiago Guedes não quis prestar qualquer declaração aos jornalistas.

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