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Santa Casa coloca espólio cultural no mercado digital dos NFT

Santa Casa coloca espólio cultural no mercado digital dos NFT

O espólio cultural da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai estar acessível, a partir de dezembro, no mercado de comercialização digital de arte, através da tecnologia NFT, anunciou esta quarta-feira a instituição.

A SCML apresentou hoje na Web Summit, em Lisboa, a plataforma Artentik, que disponibilizará NFT de peças artísticas do seu espólio cultural com mais de 500 anos, e que vai de "relicários a relíquias, de esculturas a pinturas, de antiguidades a artefactos".

A tecnologia NFT ('Non Fungible Tokens' ou 'Token' Não Fungível) é como um selo de autenticidade pago pelo consumidor; um certificado que confere um caráter único a uma determinada obra de arte ou a um conteúdo digital, que pode ser uma imagem, uma animação ou mesmo um 'tweet'.

Ao chegar a este universo da arte digital e dos NFT, a SCML quer "potenciar o seu património cultural através de uma audiência global, especialmente nos mercados asiático e do Médio Oriente, onde há um crescente interesse" por este mercado, justificou em comunicado.

Outro dos objetivos da instituição é diversificar as fontes de receita.

As primeiras 13 peças da SCML alvo de NFT "estão relacionadas com as temáticas de São Francisco Xavier e da Natividade; peças únicas de incomensurável valor e simbolismo".

Além de promover o espólio cultural da SCML, a plataforma Artentik estará também aberta aos artistas e instituições portuguesas que queiram "promover e comercializar as suas criações e obras de arte no mercado digital dos NFT", mas que o façam "por causas alinhadas com a Missão da Misericórdia de Lisboa".

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A plataforma Artentik (www.artentik.com) estará disponível a partir de 01 de dezembro e apenas permitirá pagamentos em criptomoeda.

A Web Summit decorre esta semana, entre os dias 1 e 4, em Lisboa, em modo presencial, depois de a última edição ter sido 'online', por causa da pandemia da covid-19.

Esta edição da Web Summit conta com mais de mil oradores, cerca de 1.250 'startups', 1.500 jornalistas e mais de 700 investidores.

Segundo o presidente executivo desta cimeira dedicada à tecnologia e inovação, Paddy Cosgrave, é esperada a participação de cerca de 40 mil pessoas.

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