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Segunda noite do MIMO teve muita dança, cultura e desilusão no final

Segunda noite do MIMO teve muita dança, cultura e desilusão no final

O vento da noite de sábado não foi sentido por aqueles que marcaram presença no Largo Amor de Perdição, no Porto, aquecidos pelos acordes do Festival MIMO.

Ray Lema, músico do Congo, juntou milhares de pessoas ao som dos sopros, do piano e das cordas, numa dança que uniu muitos estrangeiros e várias culturas. Apesar de um público tímido e pouco interativo inicialmente, o artista lutou para alcançar cada espetador, pedindo vezes sem conta "um pouco mais de barulho".

O concerto chegou ao fim e, rapidamente, voltou a ouvir-se música naquele que pode ser chamado o palco principal. Foi a vez do DJ MAM de ocupar o espaço entre os dois artistas e, enquanto se esperava por Branko, não deu descanso aos pés de ninguém. E nem aqueles que estavam a comer, conseguiram resistir.

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A animação do MIMO Porto, festival de três dias que este ano se estreou na Invicta, sentiu-se logo no momento em que Branko subiu ao palco. Bastante atrasado - cerca de 40 minutos -, muito entusiasmado e "um bocadinho nervoso", o artista referiu estar com saudades de atuar na Invicta e não teve vergonha de o mostrar.

Apesar de um começo de certa forma lento ou um pouco monótono - não conseguiu acabar com as conversas paralelas constantes entre o público -, o DJ cresceu e contagiou cada um que o ouvia, transformando progressivamente o Largo Amor de Perdição numa autêntica pista de dança.

A esta hora, já depois da meia-noite, o MIMO Porto vivia a sua noite com mais público, com milhares de pessoas a encher o Largo Amor de Perdição e a transbordar para a rua (fechada ao trânsito) e ainda para o Jardim da Cordoaria.

No entanto, toda esta felicidade que pairava pela Baixa da cidade caiu por terra de repente quando foi cortado o som ao DJ, e o concerto terminou de repente.

O desagrado do público manifestou-se de imediato em fortes assobios e gritos de "só mais uma!" e Branko, desiludido, nada pôde fazer, apenas agradecer ao público a sua efervescência.

Apesar da tentativa de tocar pelo menos mais uma canção, como o público pedia, Branko não teve sorte e viu-se obrigado a abandonar o palco, chegando a dizer, repetidamente; que "a polícia tinha cortado o som".

Pelo que o JN apurou, não foi, de facto, a polícia a interromper o som do espetáculo, mas sim os funcionários da Ágora, a Empresa Municipal da Câmara do Porto, em nome da qual estava emitida a licença e cuja autorização estabelecia a 1 hora da madrugada como horário de fecho do concerto. Ainda assim, Branko, que entrou em palco atrasado, ainda tocou até cerca da 1.20 horas.

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