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Sem indisciplina não haveria Álvaro Siza Vieira

Sem indisciplina não haveria Álvaro Siza Vieira

Museu de Serralves inaugura, na quinta-feira, a exposição "Álvaro Siza-In/disciplina". Mostra percorre a obra e a vida de um homem inquieto.

"Na atividade de um arquiteto, ou de um escritor, há uma parte de racionalidade, de estudo, aquilo a que podemos chamar o "métier". Mas, sem a parte da indisciplina e da imaginação, a obra sai frouxa." Foi com estas palavras que Siza Vieira rematou, ontem à tarde, a sua visita a "Álvaro Siza - In/disciplina", exposição que o Museu de Serralves, no Porto, lhe dedica, por ocasião do 20.º aniversário da instituição, e que será inaugurada amanhã, podendo ser vista até 2 de fevereiro de 2020.

O ponto de partida da mostra, que tem curadoria de Nuno Grande e Carles Muro, foi uma nota escrita pelo arquiteto num dos seus cadernos de desenho: "Nome: Álvaro Siza/ Disciplina: tão pouca quanto possível." Mas também um desenho, realizado por Siza em Berlim, nos anos 1980, em que surge uma figura humana decomposta. O que se relaciona com a sua atividade: "As cidades são feitas de fragmentos de várias épocas e estilos. O trabalho do arquiteto é tentar criar relações entre eles."

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