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Sérgio Praia paga por papel de vilão: "Há pessoas que me tratam mal"

Sérgio Praia paga por papel de vilão: "Há pessoas que me tratam mal"

Aos 43 anos, ator está a viver uma boa fase profissional. Mas "Raul", personagem maligna que desempenha na novela "Amar demais", tem-lhe custado dissabores e discussões.

Na rua ou nas redes sociais, Sérgio Praia, de 43 anos, não tem descanso. A personagem "Raul", um dos vilões de "Amar demais", que faz a vida negra às gémeas interpretadas por Sofia Ribeiro, tem irritado muita gente. Consequência da ficção: ator até tem sido alvo de ameaças na vida real.

"As pessoas querem dar-me um estaladão. Já me disseram isso diretamente. Nunca recebi tantas mensagens no Instagram como desta vez, mesmo a tratarem-me mal!", revela o ator ao JN. Mas Sérgio Praia não se fica. "Respondo a quase todas as mensagens. Acho que o meu trabalho é para as pessoas, e gosto de interagir. Aliás, cheguei a ir à página da TVI defender o meu "Raul". Ainda provocava mais! Para mim, é benéfico estar envolvido neste processo de troca de argumentos. Mas o mais giro foi as pessoas verem que há ali na personagem qualquer motivo para ele fazer aquelas maldades todas", acrescenta.

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Com a "violência" do seu vilão, Sérgio Praia emagreceu. "Depois de "Amar demais" perdi uns seis ou sete quilos, o que me deu jeito para a nova personagem que estou a representar". O ator refere-se "A rainha e a bastarda", a série medieval da RTP1. "Puseram-me umas extensões e concretizei o meu sonho de ter o cabelo comprido. Sou o "Gomes Lourenço", o braço-direito do filho do rei e um pouco o vilão da história. É muito desafiante fazer, porque um mau é sempre um mau. A minha personagem adora matar, mas não gosta de ver sangue, só dá os golpes finais".

No período de confinamento, fechado em casa, o ator congratula-se por ter estado a preparar trabalho, ao contrário de outros colegas artistas, que passaram por muitas dificuldades. "A novela acabou em novembro e fechámo-nos em casa. Há muita gente que não tem trabalho. Eu fiquei parado, porque estava a preparar-me para este projeto. Não me custou muito, porque havia um lado financeiro que me estava a ser dado. Passei pior quando percebi a situação de alguns colegas e tento ajudar os que estão perto de mim, nem que seja moralmente. Isto é uma tragédia, mas não podemos mergulhar nela, temos de tentar sair", conclui.

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