Programação

Serralves regressa em força com prata da casa 

Serralves regressa em força com prata da casa 

Rui Chafes, Ryoji Ikeda, José Leonilson e Tarek Atoui são alguns dos nomes que passam em 2022 pela Fundação.

O Serralves em Festa, o Serralves em Luz, a Festa do Outono e o Bioblitz, iniciativas com grande afluência de público, regressam este ano. A garantia foi dada na apresentação da programação da Fundação de Serralves 2022, ontem à tarde.

A Grande Exposição Anual no Parque será do português Rui Chafes. A mostra arranca em julho e estará também em várias galerias do Museu, promovendo o diálogo entre o espaço exterior e interior através da sua linguagem escultórica.

Pela instituição passam este ano exposições dos brasileiros José Leonilson, com uma retrospetiva de março a setembro, "a primeira na Europa"; e Rivane Neuenschwander, a partir de setembro, com uma "dimensão política do gesto quotidiano", destacou Phillipe Vergne, diretor da instituição. Já em fevereiro, o músico e artista plástico libanês Tarek Atoui, que começou há sete anos a recolher sons de infraestruturas portuárias no Porto, preenche os espaços de Serralves.

ATIVAÇÃO DE ARQUIVOS

Os arquivos depositados em Serralves terão este ano importantes mostras. A Coleção Miró terá uma nova apresentação, "Pas de deux", com a edição do catálogo raisonné, e várias conferências sobre a vida e obra do catalão.

A Coleção de Serralves será fonte da mostra dedicada a Ana Jotta em abril, bem como de uma apresentação coletiva de fotografia e vídeo. Em julho será apresentada uma exposição de desenhos de Maria Antónia Siza, espólio em depósito em Serralves que será exposto pela primeira vez.

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O Arquivo Álvaro Siza servirá de base ao ciclo de conferências internacionais The Álvaro Siza Talks, que anualmente junta arquitetos em Serralves. Em 2022 serão publicados vários livros dedicados ao património arquitetónico de Serralves.

O trabalho de digitalização do acervo de Manoel de Oliveira estará em destaque, bem como a exposição permanente em torno da obra do cineasta. Aos domingos será apresentado um ciclo de cinema literário que pretende honrar a parceria criativa entre Oliveira e Agustina Bessa-Luís.

O Arquivo Atelier RE.AL, doado à instituição pelo coreógrafo João Fiadeiro, será também objeto das primeiras iniciativas em novembro. O programa de artes performativas dedica-se, a partir de junho, a um dos nomes mais consagrados da dança contemporânea nacional, Vera Mantero.

Em março, o bailarino e coreógrafo Adam Linder regressa à Casa com as suas performances "duracionais". A música eletrónica aterra em abril com Beatrice Dillon e em julho chega a 31.a edição do Jazz no Parque, com a curadoria do saxofonista e crítico Rodrigo Amado.

Nos meses de verão revela-se uma novidade, um novo programa anual de cinema ao ar livre. Já Agnès Varda, precursora da Nouvelle Vague recentemente falecida, terá uma grande exposição e um ciclo de cinema na Casa do Cinema de junho a dezembro. No primeiro semestre serão apresentados 17 filmes de Ai Weiwei, em quatro momentos que revelam, em Serralves, o olhar do artista sobre o Mundo.

DESTAQUES
Novos programas

A Galeria Contemporânea do Museu apresentará, a partir de maio, obra do francês David Douard, a que se segue em novembro Vera Mota, dois artistas que integrarão o programa de projetos contemporâneos. O ano 2022 ficará ainda marcado pela grande exposição coletiva "The garden of earthly delights: A tale of digital entropy", que reunirá trabalhos de Ed Atkins, Ian Cheng, Aria Dean, Pierre Huyghe, Rachel Rose, Avery Singer e do português Jonathan Ulliel Saldanha.

Folly arquitetónica

Em maio será inaugurada no Parque uma "folly arquitetónica", encomendada ao músico e artista japonês Ryoji Ikeda: um pavilhão "micro | macro [pavilion]" concebido em colaboração com o arquiteto Nuno Brandão Costa que irá oferecer uma experiência envolvente, articulada com o que Ikeda chama de "visualização de dados".

Mostras no Parque

O Parque apresentará a exposição "A arte dos cogumelos", com a assinatura da curadora e escritora Francesca Gavin, bem como duas instalações do artista portuense Gil Delindro, "Fictional forests" e "Burned cork - Resilience". Pelo seu lado, o programa Sons no Parque terá a participação da Banda Sinfónica Portuguesa.

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