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Siza, o "inimitável", recordado pelos antigos pupilos

Siza, o "inimitável", recordado pelos antigos pupilos

Alguns dos mais próximos colaboradores de Álvaro Siza Vieira ao longo dos anos recordaram esta quarta-feira, no Auditório de Serralves, no Porto, durante a apresentação do catálogo "in/disciplina", episódios alusivos a esse trabalho em conjunto.

Perante o olhar atento de Siza na primeira fila, António Madureira lembrou o impacto que o arquiteto teve na sua vida.

"Aprendi muito no escritório dele. O mais importante foi que quem tentou copiá-la espalhou-se. Fazia uma porcaria qualquer que ele já tinha feito. Ele é inimitável, o que não acontecia com Le Corbisier ou Frank Lloyd Wright", evocou, destacando a sua capacidade de trabalho "a qualquer hora do dia e da noite".

Uma década depois foi a vez de o então estudante de Arquitetura Adalberto Dias se iniciar no ateliê de Siza.

"Para ele, qualquer projeto é um ser vivo, nunca pára e vai sempre mudando", recordou, para tentar exemplificar as dificuldades por que passavam os seus colaboradores em acompanhar o ritmo do arquiteto.

Viagem pela vida e obra de Álvaro Siza, o catálogo "acompanha mas não reconstitui na integra" a exposição inaugurada em Serralves a 19 de setembro, explicou o co-editor da obra, Carles Muro.

A par das suas obras mais conhecidas, encontramos nas páginas da publicação amplas referências à sua formação enquanto arquiteto, como as viagens e as leituras de juventude. Razões para que o diretor do museu, Philippe Vergne, considere o livro agora lançado "um contributo para a indústria do conhecimento".