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Tiago Bettencourt: "Não quero fazer nada que já tenha sido feito"

Tiago Bettencourt: "Não quero fazer nada que já tenha sido feito"

"Trégua" serve de teaser ao novo álbum de Tiago Bettencourt que estreia em 2020

"Trégua" é a primeira música do novo álbum Tiago Bettencourt, que será lançado em 2020, que é "uma mistura de várias influências" e pretende "ser um passo em frente, não só em relação ao meu trabalho, mas também ao que se tem ouvido. Não quero fazer nada que já tenha sido feito.".

A música será a grande novidade do espetáculo desta terça-feira, na Casa da Música, e de 19 de dezembro, no Coliseu de Lisboa. "Trégua", tal como "Se me deixasses ser", a canção que apresentou o álbum de 2017 "A procura", foi o single que, ainda na fase de ensaio, que mostrou mais cedo ser uma possível apresentação para o disco: "Vi que esta música estava a ficar "encaixada" mais cedo do que as restantes, e sinto que serve perfeitamente de teaser ao que vem daí."

O novo disco, ainda sem data de lançamento, está ainda numa fase embrionária. A maioria das canções estão ainda por finalizar e o músico adianta apenas que se espera "um pouco mais de guitarras". O guitarrista Pedro Franco vai complementar a guitarra de Bettencourt, que desde o fim dos Toranja, se apresenta a solo. No entanto, "só na fase final de misturas é que consigo vislumbrar no que este álbum se está a transformar", sublinha.

Em Lisboa, o concerto será em formato 360º, uma ideia que nasceu no ano passado, num outro concerto no Coliseu, e surgiu pela necessidade de proporcionar um ambiente distinto e especial. Ttocar no palco grande do Coliseu não fazia tanto sentido, o álbum só por si já era bastante intimista", admite. Por esse motivo, pela proximidade ao público e estética de luminosidade, este ano o formato 360º vai manter-se.

Os espetáculos concertos têm uma particularidade: é possível comprar um bilhete que inclui um "meet & greet" solidário. O valor deste encontro reverterá na totalidade para a IPSS Mansarda, cuja missão é ajudar artistas em situações precárias. Tiago Bettencourt explica que, enquanto artista, esta é uma causa importante. "Em 2019, ainda vivemos num país que não percebe o impacto que a Cultura pode ter na imagem lá para fora, na internacionalização e na própria promoção do país". "Estas instituições vem preencher uma lacuna que existe no Governo e na maneira como estes sucessivamente têm tratado a Cultura e os artistas", acrescenta.

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