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Trindade e Nimas crescem com aposta na formação da cultura cinéfila

Trindade e Nimas crescem com aposta na formação da cultura cinéfila

Os cinemas de rua representam muito pouco na quota de milhões do mercado, mas este ano afirmam, com satisfação, estar a assistir a um "crescimento sustentável" dos seus projetos que apostam na promoção e na formação da cultura cinéfila. É o caso dos cinemas Nimas, em Lisboa, e do Trindade, no Porto, que registam um aumento do público na ordem dos 35%.

Paulo Branco, um dos mais reconhecidos produtores portugueses e ainda exibidor e distribuidor, responsável pela programação do Nimas, afirma que o aumento de espectadores se faz "no deserto" de consumo crítico. "Há uma infantilização do público e isso é absolutamente dramático. O cinema como afirmação da cultura praticamente desapareceu dos multiplexes, tirando uma ou outra exceção", referiu ao JN.

O produtor associa a maior atratividade do Nimas com a aposta na qualidade da projeção e com uma programação atenta às novidades, ao mesmo tempo que assenta também na memória. O ciclo "John Cassavetes - O Verdadeiro Rebelde", com filmes em cópias restaurada, que também está a passar no Trindade, no Porto, foi para o Nimas "o grande acontecimento cinéfilo do verão". As duas últimas semanas foram as melhores dos últimos sete anos daquela sala.

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