Arte do dia

Um domingo não muito plácido

Um domingo não muito plácido

Hoje há notas para um Brasil cor de cinza, o nascimento de um adjetivo perturbante, clássicos da literatura sujeitos a formas extremas de democracia, um mestre recordado e uma cantante em espanhol revelada.

Há uma década que o carioca Luca Argel vive e sente o Brasil à distância de Portugal. O seu terceiro álbum, "Samba de guerrilha", será revelado a 17 de fevereiro. Anuncia-se um samba ópera, "uma viagem no tempo onde conhecemos histórias e personagens do combate ao racismo, à escravidão e às desigualdades", lê-se em comunicado de imprensa. Um disco de versões do qual se conhecem dois temas, incluindo o tenso "Pesadelo", de Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro, objeto de censura da ditadura militar brasileira nos anos 1970.

Mais lenha para nos queimarmos com inquietação: no jornal "The New York Times", Jennifer Szalai analisa a forma como "orwelliano" (em rigor, "Orwellian") se tornou um adjetivo sombrio, assim empregue desde 1950, um ano após a publicação de "1984" de George Orwell.

Este clássico contra os dias de chumbo acaba de entrar no domínio público, ou seja, a sua publicação passa a estar ao dispor de qualquer um. Idem aspas para outra obra de vulto, "O grande Gatsby" de F. Scott Fitzgerald. Tempo, então, para diversas liberdades literárias terem luz verde para chegar às lojas. É o caso de "Nick" de Michael Farris Smith, que se assume como uma prequela do Gatsby fitzgeraldiano (um adjetivo que, reconheça-se, e ao contrário do outro, não pegou). As primeiras reações não são famosas.

Trate-se, então, "Nick" com a devida cautela, e siga-se antes para "Carlos do Carmo: um homem no Mundo". O documentário de 2014, realizado por Ivan Dias, passa hoje pelas 14.30 horas no canal TVCine Edition.

A Arte de hoje começou com Brasil-via-Portugal e termina com América do Sul-via-América do Norte. Selena Gomez revelou a primeira canção cantada em espanhol. Uma bem-vinda ternura.

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