Música

Um sábado para fintar as saudades do palco e do público ao vivo

Um sábado para fintar as saudades do palco e do público ao vivo

Porto recebe, este sábado, quatro concertos em duas horas. Braga arranca com Festival Semibreve.

Para fintar as saudades de um concerto ao vivo, o dia de hoje é um sábado gordo para melómanos portuenses. No raio de um quilómetro decorrem quatro concertos em menos de duas horas. No Teatro Sá da Bandeira, os Clã apresentam o álbum "Véspera", que marca o regresso da banda do Porto aos discos. Lançado numa primavera de pleno confinamento, o trabalho alcançou o primeiro lugar no top de vendas da AFP logo na primeira semana. Os temas "Tudo no amor", "Sinais" e "Armário" estão entre os mais tocados nas rádios. O concerto está agendado para as 21.30 horas.

Meia hora antes, a escassos metros de distância, o Teatro Rivoli recebe um concerto de Capicua. O disco "Madrepérola" marca uma nova vida na carreira da rapper. No concerto, Ana Matos Fernandes promete tocar o disco na íntegra, "como quem faz uma visita guiada a uma casa nova".

Além dos músicos que a acompanham habitualmente (D-One, Virtus, Luís Montenegro e Sérgio Alves), Capicua estará acompanhada pelas vozes de Inês Pereira e Joana Raquel.

Às 19 horas, o novo projeto Quang Ny Lys, baseado na experimentação do jazz, de Rita Maria, João Mortágua e Mané Fernandes estreia-se no Quintal do Porta Jazz, na Rua João das Regras. Também na Mala Voadora, na Rua do Almada, haverá concerto experimental do PAJ Fucking Trio, com Paulo Alexandre Jorge (saxofone), José Pereira (percussão) e João Magalhães (eletrónica) e Pedro MeloAlves (percussão). É às 21 horas.

O espetáculo decorre no âmbito de uma troca de casa que a galeria berlinense Hosek Contemporary está a fazer com esta estrutura.

Em Braga, o Festival Semibreve está de regresso para comemorar dez edições, com um programa no Mosteiro de Tibães. Para fintar a situação sanitária, o festival encomendou músicas novas a sete artistas: Jim O"Rourke, Beatriz Ferreyra, Kara-Lis Coverdale, Ana da Silva, Jessica Ekomane, Tyondai Braxton e Keith Fullerton Whitman estreiam assim novos temas em pontos de escuta espalhados pelas celas do mosteiro e em streaming no site do festival. O arranque está marcado para as 10.30 horas.

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#aculturaésegura

Refira-se que, desde o dia 1 de junho, data em que reabriram as salas de espetáculos, realizaram-se 12 mil atividades culturais, indicam os dados da Inspeção-Geral de Atividades Culturais (IGAC), e não existiu registo de qualquer procedimento inadequado.

Estes dados são também mencionados pela Associação de Promotores de Festivais e Espetáculos (APEFE) na campanha #aculturaé segura, lançada esta semana.

A ideia é sensibilizar a opinião pública para o facto de ser seguro frequentar espetáculos e museus cumprindo as regras da Direção-Geral da Saúde (DGS). Figuras como o ator José Raposo e o cantor Sérgio Godinho já se associaram ao movimento.

"O setor orgulha-se de cumprir com o máximo rigor todas as regras estabelecidas pela DGS e, dessa forma, tem provado que é possível manter a atividade e a segurança de todos, dentro do atual quadro em que vivemos".

Billie Eilish e Pearl Jam

"Tenho muitas saudades de dar concertos", escreveu, nas redes sociais, a cantora norte-americana Billie Eilish, aproveitando para anunciar o espetáculo "Where Do We Go?", transmitido hoje, às 23 horas. O acesso ao livestream custa 25,50 euros e pode ser revisto até 24 horas depois. Os Pearl Jam celebraram 30 anos na quinta-feira, dia 29. Para o aniversário, a banda de Eddie Wedder decidiu partilhar a emissão do concerto que deu em abril de 2016, em Filadélfia, onde tocou o álbum "Ten" na íntegra. É possível assistir ao evento online até às 7.59 horas de segunda-feira seguinte, por cerca de 12,65 euros.

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