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Venda de ebooks duplica no confinamento

Venda de ebooks duplica no confinamento

Editoras nacionais estão a reforçar aposta no segmento dos livros digitais, depois da subida registada em 2020.

Há uma década e meia que o mercado editorial português é ciclicamente agitado com a iminência da entrada em força dos ebooks. A revolução, todavia, tem tardado em sair do papel (ou do ecrã tátil, neste caso) e os livros impressos permanecem com quotas quase absolutas.
Mas o atual cenário pode estar em vias de mudar. Se não num futuro imediato, pelo menos a médio e longo prazos. Tem sido esta a linha de pensamento das editoras que, no último ano, reforçaram a aposta num segmento que, para já, é ainda residual, apesar da duplicação de vendas nesse período (a cifra atual ronda 1,3%).

"Depois do primeiro confinamento, sentimos que havia, da parte dos leitores, uma maior predisposição para a componente digital", explica Ana Afonso, diretora editorial do Grupo 20|20. No caso da empresa que detém chancelas como a Top Seller, todas as novidades passaram a ser lançadas em formato físico e digital. O objetivo seguinte passa pelo fundo de catálogo, convertendo pontualmente edições para ebook. Embora os resultados "sejam tímidos", como reconhece a diretora, há sinais encorajadores, de que é exemplo a maior procura de livros de ficção.

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