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Vinhos: A elegância à mesa

Vinhos: A elegância à mesa

Um branco expressivo e complexo e um tinto com estrutura mas elegante

A região de Lisboa é uma região que aprecio particularmente, pois a proximidade com o oceano Atlântico traz aos vinhos acidez e, com ela, elegância e longevidade. Na zona onde trabalho abundam as colinas, zonas onde preferencialmente se implantaram as vinhas desde tempos imemoriais, pois é aí que a qualidade das uvas sobressai. A acrescentar, temos um aliado de peso que sopra em permanência, o vento, que nos ajuda na luta contra as doenças criptogâmicas.

A qualidade dos vinhos tem muito mais do que apenas isto, mas isto, o solo, o clima, o local, as opções culturais, são a origem de tudo. O resto é um trabalho meticuloso na adega com vinificações suaves e estágio nas melhores barricas de carvalho francês.

Quinta do Monte d"Oiro | Branco | 2018

O Quinta do Monte d"Oiro Branco, colheita 2018, é um vinho que resulta do loteamento de três castas diferentes, o viognier, a marsanne e o arinto. O viognier, sendo uma casta muito aromática (alperce, flor de laranjeira, acácia) imprime a sua personalidade ao vinho. A marsanne contribui mais para a estrutura do vinho, dando-lhe corpo e untuosidade. E o arinto fornece a acidez que completa o conjunto. Expressivo e com boa complexidade, fica bem com mariscos, peixe grelhado, saladas, legumes, mas também com comidas mais exóticas.

Quinta do Monte d"Oiro Reserva | Tinto | 2015

O Quinta do Monte d"Oiro Reserva Tinto, colheita 2015, começou agora a ser comercializado. Feito com a casta syrah de quatro parcelas diferentes, às quais se juntaram 4% de uvas da casta viognier, estagiou durante 18 meses em barricas de carvalho francês (30% novas), esperou dois anos para ser engarrafado e mais dois anos em garrafa. A colheita 2015 foi uma colheita especial, em que os astros se alinharam para que tudo desse certo. O resultado é um vinho de cor granada escuro. No nariz encontramos ameixas pretas, frutos silvestres e especiarias, com notas de cacau. Na boca é denso e seco, com boa acidez, taninos muito finos, cheio de estrutura, mas elegante. O final é longo e volumoso. Bom parceiro para pratos de caça, ossobuco, estufados, borrego ou cabrito. Eu sugiro que acompanhe com amigos, dos bons. v

PARA A SEGUNDA SÉRIE DESTA RUBRICA, O JN DESAFIA OS PRODUTORES A APRESENTAREM OS SEUS VINHOS

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