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Vinhos: Uma reflexão sobre o Douro

Vinhos: Uma reflexão sobre o Douro

Cruzamento entre heranças, linhagens e o melhor de algumas técnicas seculares

Descrever um vinho incita sempre a uma reflexão. À essência de uma região que lhe dá colo desde a nascença, às paisagens que o viram tomar forma, ao respeito pelas particularidades do clima e do solo que lhe traçam a personalidade. Um vinho, na sua verdadeira forma de ser e estar, deve espelhar o encontro de heranças e linhagens que se estendem no tempo, deixando-se guiar pelos toques de quem ambiciona revelar o melhor de técnicas seculares. No trabalho de um enólogo pesa a responsabilidade de levar às mesas do Mundo os símbolos incontornáveis do nosso país, mas também a segurança numa qualidade explícita e persistente.

A Região do Douro é para mim um lar, o pedaço de terra onde escolhi dedicar toda a minha vida e os saberes que aprendi com o Mundo. E é com a confiança nos vinhos de tradição que o convido a experienciar os sabores magníficos de dois vinhos que refletem o inesgotável potencial do Douro.

Fagote Reserva | Branco | 2017 | PVP.: 8,55 €

O Fagote Reserva (Branco,2017). De cor amarelo-esverdeado, o que o faz brilhar é o perfume fresco desenhado
pelo perfil mineral que reina no conjunto. As castas Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho são ainda responsáveis pela fruta de propriedades tropicais e citrinas, que contribuem para um bom corpo e uma acidez
que assegura a boa duração do vinho. Ideal para as épocas mais quentes, é um vinho despretensioso e muito versátil.

Quanta Terra Inteiro | Tinto | 2008 | PVP.: 27,45 €

Já o Quanta Terra Inteiro (Tinto, 2008) é um vinho especial, cuja missão me é familiar. Explorar as potencialidades da região e os seus múltiplos microterroires pode ser um desafio, mas que compensa no conjunto final. Neste vinho sentem-se aromas mais complexos, característicos do Douro, que ligam o lado mineral com especiarias e leves arranjos balsâmicos. Os taninos maduros também trazem uma extraordinária acidez, conferindo uma grande concentração a toda a estrutura. É um tinto que pode (e deve) esperar antes de ser apreciado na tua totalidade.

Todos os domingos, na edição impressa, o JN faz-lhe sugestões de vinhos