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Westway Lab 2022 com cartaz fundamentalmente português

Westway Lab 2022 com cartaz fundamentalmente português

O Festival showcase de Guimarães volta a reunir público, artistas e agentes da indústria

Depois de duas edições limitadas pela pandemia, o Westway Lab volta a receber público. A edição de 2022 decorre de 6 a 9 de abril, com um cartaz predominantemente nacional.

Os concertos concentram-se nos dias 8 e 9 de abril. O festival espalha-se pelos bares e associações da cidade. Há espetáculos no Bar da Ramada, São Mamede, Convívio, Oub"lá e Museu Alberto Sampaio. O Centro Cultural Vila Flor, terá três palcos, com o pátio dos dois auditórios a ganhar estatuto para também receber alguns concertos.

Os dois primeiros dias são reservados aos showcases de apresentação do trabalho realizado, durante a semana anterior, no Centro de Criação de Candoso. As talks, onde os diversos protagonistas se podem encontrar, acontecem ao final da tarde dos primeiros três dias, em espaços já emblemáticos como o Tio Júlio, o Lab Lounge e o Cor Tangerina.

No sábado, os nomes em cartaz são Sensible Soccers, Fumo Ninja, Maika Makovski, Club Makumba, Rui Reininho, Bateu Matou, Taqbir. No domingo há Angelica Salvi, Jorge Rocha, y.azz e b-mywingz, Siricaia, Misia Furtak, Tiago Sousa, St. James, Trees up North, Noiserv, Duo Ruut, Surma Trio, Valter Lobo, Bandua e Fred.

Um olhar para o negócio da música

Rui Torrinha, diretor artístico do festival, congratula-se com o facto de o festival não ter parado nos dois anos de pandemia e de "A Oficina", por essa via, ter contribuído para ajudar os artistas. Em 2020 e 2021, os músicos atuaram para plateias vazias, com os concertos a serem transmitidos em streaming.

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A 9.ª edição olha para a criação e o processo criativo, mas também para o negócio da música e para seu marketing, através das conferências organizadas pela Associação Profissional de Músicos Artistas e Editoras Independentes.

Projetos de Criação

O Westway Lab não se faz só de concertos e, nesta edição, são apresentados seis projetos de criação, todos eles passando por Guimarães. Rui Torrinha destaca o projeto Caleidoscópio Ensemble, liderado por Bruno Pernadas e constituído por músicos do território (Guimarães, Fafe, Braga, Barcelos). Este projeto nasceu em residências nas cidades de Guimarães e Braga, "vivendo o território, portanto, naquilo que chamamos ecologia da cocriação", esclarece Rui Torrinha.

Outra cocriação que se apresenta no festival é o European Ghosts, financiada pela União Europeia para salvaguardar e renovar a música tradicional e os instrumentos de cordas, em vários países, entre os quais Portugal. "É uma mostra da força que os artistas europeus têm para colaborar", afirma Rui Torrinha, em função do elevado número de músicos envolvidos.

Muitos dos concertos do festival têm entrada gratuita. Para os que são pagos, a organização propõe o passe de um dia por 15 euros e o de dois por 25. Os possuidores do cartão Quadrilátero acedem a todos os concertos por 15 euros.

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