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Opinião

Títulos no baú e um euro sem fatura

Não sei quem tem razão, aliás parece mesmo que ninguém sabe, mas andar a discutir quem é o pai da criança, neste caso de títulos, entre... 1921 e 1938, valha-me Deus, não há pachorra. Mas alguém sai à rua para festejar um suposto título conquistado há "100 anos"? Esta semana, mais de 80 delegados com participação na Assembleia da Geral da Federação Portuguesa de Futebol analisaram três pareceres e, no final, ficou tudo como estava. Admito que a discussão seja legítima, mas não há coisas mais importantes... como planear o futuro? Os clubes deviam-se preocupar com o que aí vem em vez de estarem a discutir o sexo dos anjos e desenterrar títulos do baú. Há quem diga que não é bom remexer no que ficou lá atrás. Além disso, a maioria dos adeptos quer é conhecer os novos craques e não me parece que estejam muito excitados com esta novela. Uma ´narrativa que terá mais capítulos, infelizmente.

Opinião

O campeonato das vendas e o gentleman

Que saudades de um Portimonense-Tondela, um Pevidém-Salgueiros ou um Fajões-Argoncilhe. O defeso é a pior altura do ano, é horrível, a bola não salta e a emoção resume-se ao campeonato das transferências. O Benfica parece que vai na frente com a mega-operação Darwin para o Liverpool, mas o F. C. Porto responde com Fábio Vieira também para a Premier League, no caso para o Arsenal, mas por valores inferiores. É o clássico das transferências, que, afinal, também se joga (e muito) fora das quatro linhas. Há adeptos que levam o dossiê a peito como se valesse um título, acompanho muitas dessas lutas em grupos de "Whats App", onde se fazem todo o tipo de contas e projeções. O Sporting, para já, parece ainda não ter pontuado, pois perdeu um dos craques da equipa, Sarabia, mas o espanhol nem sequer pertencia aos leões, pois estava cedido pelos milionários do PSG. Por isso, sim, tenho muitas saudades, volto a dizer, de um Portimonense-Tondela, de um Pevidém-Salgueiros ou um Fajões-Argoncilhe. E falo destes como poderia falar de outros quaisquer. Como o Arouca, o Covilhã, o Leça do Balio ou o Bayern de Monchique. Graças a Deus, vamos tendo o Brasileirão e as novelas do costume. Uma das últimas envolveu Luís Castro, treinador português, um senhor, um gentleman, alguém que deveria aparecer no dicionário quando se procura a definição para o exemplo de como saber estar no desporto e na vida. E não, não lhe devo nada para falar assim. Luís Castro é daqueles que nunca me deu uma notícia, tenho a impressão até que por ele os jornalistas "passam fome", mas a verdade é que mostrou sempre grande elevação e respeito pelos outros. Meteu-me confusão vê-lo a dar explicações aos adeptos do Botafogo, após a invasão ao campo de treinos, mas, mais uma vez, soube dar a volta e, para além da vitória sobre o São Paulo, ganhou um grupo. Mesmo que volte a perder amanhã, Castro já deixou uma marca no Brasil.