Imagens

Últimas

Opinião

Corrigir injustiças no acesso ao Ensino Superior

O acesso ao Ensino Superior assenta, há quase 30 anos, numa seriação de candidatos com base nas classificações atribuídas pelas escolas secundárias e nas notas obtidas em exames nacionais. O sistema não é perfeito. Há todo um debate sobre que competências e capacidades são efetivamente medidas pelas escolas e pelos exames e qual destas componentes deve ser mais valorizada. Por essa razão, o regime foi sofrendo ajustes ao longo dos anos com o objetivo de conferir às instituições de Ensino Superior autonomia para, dentro de margens apertadas, ponderarem o peso relativo de cada uma destas componentes da classificação e introduzirem outros critérios de seleção. Adicionalmente, foram criados regimes especiais de acesso para compensar desigualdades de partida. Neste momento, é necessário revisitar estas regras e corrigir injustiças sociais e económicas.

Opinião

Financiamento e desenvolvimento do Ensino Superior

Na sequência da divulgação do relatório da OCDE sobre o financiamento do Ensino Superior, a maior parte dos meios de comunicação sublinharam a recomendação de introdução de progressividade no valor das propinas. O JN foi exceção, tendo destacado as críticas da OCDE à política de corte de vagas que, nos últimos anos, penalizou sobretudo as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde se concentra um elevado número de candidatos que viram diminuídas as oportunidades de acesso ao Ensino Superior. De facto, a recomendação relativa às propinas é talvez a menos relevante e fundamentada no conjunto das 33 propostas apresentadas. Estas podem ser agrupadas em torno de três grandes problemas.

Opinião

Iscte, 50 anos

Passam, hoje mesmo, 50 anos sobre a data de criação da minha escola, o Iscte, Instituto Universitário de Lisboa. Foi o primeiro passo da mais importante reforma das universidades portuguesas no século XX, conhecida como a Reforma Veiga Simão, apoiada e induzida por setores progressistas e desenvolvimentistas do regime autoritário. A democracia, depois de abril de 1974, veio confirmar e atualizar o sentido da reforma, criando as condições necessárias à concretização dos seus objetivos modernizadores.

Opinião

Bolo-rei

Há tempos ouvi a chefe Marlene Vieira argumentar, em entrevista, que os doces portugueses, ao contrário do que se diz, não são doces demais, mesmo os conventuais. O que acontece, explicava, é que os comemos fora da época e em quantidades excessivas. Não num período curto de festa, mas o ano todo. E dava o exemplo do bolo-rei. Embora inventado para ser comido no Natal, no Ano Novo e no Dia de Reis, na verdade invade as pastelarias e as casas a partir de outubro, ou mesmo antes. Pensei que a chefe devia ter razão no que dizia, mas não no caso do bolo-rei. É bom todo o ano, sobretudo em algumas pastelarias que o fazem por encomenda. E é perfeito: não muito doce, cheio de frutos secos, portanto saudável. Ou não? Estou errada?