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Opinião

Agora sim, uma geringonça?

É um estranho Governo, este. Não tem ainda nove meses de gestação e somam-se os problemas, incluindo várias idas à urgência. Uma situação surpreendente, se se valorizar o facto de estar suportado na maioria absoluta de um só partido, o que, teoricamente, lhe deveria garantir maior consistência. Os ministros e secretários de Estado só teriam de dialogar uns com os outros, sem necessidade de articulação com outros partidos e menor risco de gerar cacofonia. Mas sucede exatamente o contrário.

Opinião

Um ativo tóxico

O antigo presidente da Câmara Municipal de Caminha decidiu fazer um negócio com dinheiros públicos cujo racional não se alcança: pagou 300 mil euros adiantados em rendas a um promotor que se propôs construir um centro de exposições transfronteiriço, num investimento que totalizaria oito milhões de euros. Acresce que o promotor não tinha sequer o currículo que dizia ter. Ou seja, nunca fez nada de semelhante ao que se propõe fazer em Caminha. E assim, sem surpresa, dois anos depois do pagamento com dinheiros públicos, não há sinal de obra.

Opinião

Os caudilhos americanos

1. O Brasil libertou-se, até ver, de um caudilho. Na presidência de um dos mais importantes países do Mundo deixará de estar um misógino, um racista, um homofóbico, um corrupto. Um extremista de Direita (muito aplaudido pelos que temos por cá) que despreza os direitos humanos e a democracia. Com o trabalho dos seus apóstolos nas redes sociais somado ao dos pastores evangélicos nos templos, converteu quase metade da população ao seu sonho distópico. A sua derrota justifica festejos, mas sem euforia. Desde logo, porque o novo presidente também carrega sobre os ombros a suspeita da corrupção. Lula só em parte foi absolvido, a maioria dos processos ou foram suspensos ou prescreveram. Foi o suficiente para travar Bolsonaro, mas, para além da fragilidade pessoal (milhões de brasileiros mais não fizeram do que escolher o que consideram ser o mal menor), a base de apoio político-partidária de Lula é pouco sólida. A luta pela recuperação de uma democracia funcional está no início. E os seus inimigos continuam à espreita. No Sul e no Norte do continente.

Opinião

Estão a matar meninas iranianas

1. Sarina, Nika e Asra tinham em comum a idade: 16 anos. E o facto de participarem nos protestos que varrem o Irão desde a morte de Mahsa Amini (por causa de um hijabe mal colocado e demasiado cabelo à vista). E todas pagaram com a vida a ousadia de sonhar com alguma liberdade. Sarina gostava de publicar vídeos em que aparecia a cantar, a dançar, a cozinhar, a maquilhar-se, a falar de amor. Saiu de casa para protestar e foi morta. Nika também saiu para desafiar os aiatolas. Circula pelas redes o vídeo em que queimou o seu hijabe em público. Pagou com a vida. Asra estava na escola quando esta foi invadida pelos carniceiros do regime. Tentaram forçá-la a entoar uma canção de louvor ao líder supremo, Ali Khamenei. Recusou, foi espancada, morreu.