O Jogo ao Vivo

"Acreditamos que os nossos vinhos são diferentes"

"Acreditamos que os nossos vinhos são diferentes"
Produzido por:

Vasco Rosa Santos, Enólogo do Monte da Ravasqueira, sublinha os fatores diferenciadores do terroir de Arraiolos na produção de vinhos que, embora alentejanos, não são facilmente catalogados

Qual o retrato que se traça desta empresa?

O Monte da Ravasqueira está numa família muito envolvida com o mundo dos negócios em Portugal, já há três gerações, e por isso existe uma grande carga emocional. É um projeto ao qual se dedicaram de alma e coração, o vinho é sempre uma área que gera muita paixão e neste caso aconteceu exatamente isso. Desde o início que existia a vontade de marcar a diferença pelos vinhos e pelo terroir de Arraiolos, e desde pelo menos 1943 que aqui estamos a tentar construir algo de diferente.

E é um bom sítio para se ser enólogo?

É um sítio fantástico! Quer seja pelas condições da adega, como pela variedade que este clima, esta ondulação e estas vinhas proporcionam. Não é o típico Alentejo, a verdade é essa, não estamos perante um planalto. A Ravasqueira está inserida num vale com diferentes exposições, com muitas castas, zonas viradas a sul, outras a norte. Conseguimos aqui fazer perfis de vinhos muito distintos. Não queremos com isso dizer que os nossos vinhos são melhores ou piores do que os de outras regiões do Alentejo, mas acreditamos que são diferentes e é isso que tentamos passar para os nossos vinhos.

Qual é o sabor Monte da Ravasqueira?

É elegância, frescura, quer seja pelas temperaturas, pelos nossos solos, tentamos passar essas características através de escolhas técnicas, temos esse papel bem vincado. Nós temos uma visão clara: pensar os vinhos para o consumidor. Tentamos fazer com que as pessoas percebam as nossas diferenças, e para nós é um desafio fazer um vinho para o consumidor, que nem sempre é simples. Temas marcas que são exclusivas e que nos são muito queridas, nomeadamente o Guarda Rios, que cresceu muito na grande distribuição, mas também o Coutada Velha e o Vinha da Coutada.

Como se diferenciam esses vinhos?

O Guarda Rios é um vinho quase para todos os dias. Tem uma estrutura que não é pesada, tem muita fruta, não tem madeira, é um vinho que acompanha muito bem o jantar familiar durante a semana, por exemplo. Se falarmos do Coutada Velha já estamos a falar de outro patamar, eventualmente. Estamos a falar de um vinho com uma estrutura diferente, com mais taninos, um com maior estágio em madeira, mais complexo. É um vinho diferente e gostamos de ter esse leque de opções para as pessoas que nos conhecem e que gostam de nos conhecer.

Um leque que tem conquistado vários prémios.

Sim, e mais uma vez digo que os nossos vinhos são feitos para o consumidor. E os prémios são importantes porque as pessoas reconhecem-nos, é uma valorização dos vinhos, um selo de qualidade.

Tentamos fazer com que as pessoas percebam as nossas diferenças, e para nós é um desafio fazer um vinho para o consumidor, que nem sempre é simples.

Saiba mais em enologo.continente.pt