Feira da Olivicultura regressa a Valpaços

Feira da Olivicultura regressa a Valpaços
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Não é só azeite: é história, cultura, alimento e sustento. É modo de vida e símbolo de todo um país.

Nos dias 31 de maio, 1 e 2 de junho, o azeite volta a ser o grande protagonista na Feira Nacional de Olivicultura de Valpaços, com portas abertas a todos os que queiram descobrir mais sobre este saber (e sabor) bem português.

Há já mais de duas décadas que, todos os anos, produtores, fornecedores, empresários e consumidores se reúnem, entre as cidades de Moura e Valpaços, para celebrar o azeite. Não é para menos: afinal, esta é a segunda produção agrícola com maior peso na economia transmontana (ultrapassada apenas pelo vinho), movimentando, anualmente, um valor bruto de 30 milhões de euros.

Profundamente enraizado na história e cultura portuguesas, o sector da olivicultura é, hoje, uma área onde a inovação convive em harmonia com o respeito pelo saber ancestral, de maneira a permitir o seu melhor desenvolvimento. É isto, também, que se discute neste encontro, colocando à disposição dos empresários tecnologias e sistemas que lhes permitem acompanhar o presente sem deixar de dignificar o passado. Ao mesmo tempo, a Feira Nacional de Olivicultura pretende contribuir para o desenvolvimento de atividades turísticas que promovam o desenvolvimento do concelho e a sua valorização junto dos visitantes. São iniciativas como o Concurso de Azeite Virgem, que distingue e divulga os melhores do ano em várias áreas como os azeites virgens monovarietais (de azeitona Galega e azeitona Cobrançosa), e ainda os azeites virgens de origem protegida, de produção biológica, de cooperativa, de quinta e, finalmente, o Prémio Feira Nacional de Olivicultura. Realizado pelo Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, o concurso conta com o apoio de um painel de provadores de referência, em parceria com os municípios de Moura e Valpaços.

Além do azeite, o evento divulga também a gastronomia local, dando aos visitantes a oportunidade de (a)provar os sabores e produtos da região e descobrir um destino que não se esgota no seu "ouro líquido" - mas que, bem temperado por ele, vale ainda mais a pena conhecer.