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Dilma insiste numa nova ordem mundial com países emergentes

Dilma insiste numa nova ordem mundial com países emergentes

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, insistiu, esta quinta-feira, em Luanda, na necessidade de uma nova ordem mundial, que contemple a importância crescente dos países emergentes.

"A concentração do poder nas instituições multilaterais, que actualmente representam sobretudo os países desenvolvidos, é obsoleta e representa uma ordem internacional que já não existe", afirmou a estadista brasileira num discurso proferido hoje de manhã na Assembleia Nacional de Angola, no âmbito de uma visita a Luanda.

Para Dilma Rousseff, a actual ordem mundial "não reflecte a realidade e a força emergente dos países em desenvolvimento", nem reflecte "continentes inteiros, como a América Latina ou África".

O Brasil, lembrou a chefe de Estado, está a trabalhar numa reforma dos Nações Unidas, onde ocupa actualmente um lugar não permanente no Conselho de Segurança, embora ambicione a um assento permanente.

No mesmo sentido, o Brasil deseja a reforma das instituições financeiras multilaterais.

Dilma Rousseff chegou a Luanda na noite de quarta-feira proveniente de Maputo, onde esteve em visita bilateral e participou nas cerimónias de homenagem ao primeiro Presidente moçambicano, Samora Machel, morto há 25 anos.

Ainda hoje, a Presidente brasileira tem um encontro com o seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos, e são esperadas assinaturas em vários acordos bilaterais.

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Na sessão de hoje no parlamento angolano, Dilma Rousseff recordou que "Angola é parte constitutiva da nação brasileira".

"Além de factos históricos também nos une o sentimento de alegria dos nossos povos (...) e os dois países estão condenados a andarem de mãos dadas rumo ao progresso", afirmou a estadista que assinalou a primazia dada no Brasil à relação com os países africanos de expressão portuguesa, bem como a formação de quadros angolanos.

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