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Aplicações pensadas para que nada nos tire o sono

Aplicações pensadas para que nada nos tire o sono

Se mantivermos uma média de oito horas de sono (entre seis e oito por dia para um adulto), passaremos mais de um quarto de século a dormir, nada menos do que um terço das nossas vidas. Um tempo que não é, de todo, um desperdício. Durante o sono, ocorrem funções imunológicas, endócrinas, de aprendizagem e de memória, recuperam-se energias e descontraem-se os músculos. Dormir ajuda a consolidar as novas recordações e a atualizar as antigas. De algum modo, o nosso cérebro sabe o que é importante para o nosso equilíbrio mental e o que é melhor descartar através do esquecimento. Doenças como a ansiedade ou a depressão estão, por vezes, relacionadas com maus hábitos de sono. Por isso, é fundamental dormir o suficiente e dormir bem.Nos últimos anos, surgiram algumas aplicações e dispositivos tecnológicos para nos ajudar a fazer algo que devia ser tão natural como beber ou comer e que, no entanto, com o ritmo acelerado da sociedade ocidental, se está a tornar num problema que afeta cada vez mais pessoas. De facto, segundo a Sociedade Espanhola de Neurologia, entre 20% e 48% da população adulta sofre, em algum momento da sua vida, de dificuldades em iniciar ou manter o sono. Entre estas invenções pensadas para nos ajudar a ter um sono de qualidade, incluem-se um dispositivo que pode ser colocado na testa, um tapete e uma almofada inteligente, todos eles ligados a aplicações móveis. América Valenzuela foi experimentá-los e analisou os seus resultados com Celia García Malo, uma neurologista especialista em sono.Edição: Azahara Mígel | Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena

A app que mostra o ângulo de inclinação da sua moto

A app que mostra o ângulo de inclinação da sua moto

"Há duas formas de chegar a casa. A primeira consiste em nunca sair. A outra consiste em dar a volta ao mundo até chegar ao ponto de partida." Esta frase, tão cheia de humor como de rebeldia meramente dissimulada, pertence à introdução de "O Homem Eterno", um dos livros mais conhecidos de um dos autores mais famosos do Reino Unido, G. K. Chesterton. O britânico foi um escritor notável e um destacado criador de aforismos: não há nenhuma página de citações na internet que não inclua algumas dezenas de frases suas. Não pelos pensamentos, mas sim pela descrição da paixão do viajante, a espanhola Alicia Sornosa tem muito em comum com Chesterton. Porque ela é uma daquelas mulheres que escolhe sempre o caminho mais longo para regressar a casa. Tanto que esse caminho a levou, há uns anos, a demonstrar a veracidade do aforismo, pois tal como ela própria descreve no seu website: "Saí em plena crise para dar 'uma volta de moto'. Em outubro de 2013, regressei a Espanha após ter percorrido os cinco continentes, conquistando o título de primeira europeia e mulher de língua espanhola deste século a dar uma volta ao mundo na sua moto."Acompanhados por Alicia, visitámos o quartel-general de uma marca mítica para os motards, a italiana Ducati. Foi lá que pôde testar a tecnologia instalada numa das melhores motos da marca, a Multistrada, equipada com vários sensores e ligações que permitem a comunicação entre a máquina e um dispositivo móvel. Através da tecnologia Bluetooth e de uma aplicação, o condutor pode não só ouvir música ou atender chamadas, como também registar várias informações, como a velocidade, o ângulo de inclinação, a aceleração ou a potência média utilizada num percurso. Esta aplicação permite ainda partilhar detalhes dos itinerários, imagens e comentários com a restante comunidade Ducati. Alicia, que percorreu estradas muito complicadas em países como o Quénia ou a Índia, conduziu esta moto pelos arredores de Bolonha e as suas impressões não podiam ser melhores.Entrevista e edição: Alicia Sornosa | Azahara Mígel | Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena