F. C. Porto

Super processo do Conselho de Disciplina pode valer interdição do Dragão

Super processo do Conselho de Disciplina pode valer interdição do Dragão

Incidentes após o clássico de fevereiro com o Sporting continuam a ter consequências. SAD portista acusada.

O Conselho de Disciplina (CD) da FPF instaurou um megaprocesso disciplinar na sequência dos incidentes ocorridos no relvado do Dragão após o apito final do jogo do campeonato entre o F. C. Porto e o Sporting, realizado a 11 de fevereiro. A SAD portista, o defesa leonino Matheus Reis e vários funcionários dos dragões estão entre os visados do processo, que foi enviado pelo CD à Comissão de Instrutores da Liga, na semana passada.

Em causa estão as alegadas agressões a Matheus Reis, levadas a cabo por funcionários da manutenção da publicidade estática do Estádio do Dragão, habitualmente denominados coletes azuis. O processo inicial incluía factos como o arremesso de cadeiras de plástico para o relvado ou ainda o arremesso de um projétil para dentro das quatro linhas.

Os funcionários do F. C. Porto que são alvo do processo disciplinar são João Sousa, Ricardo Carvalho e Carlos Carvalho, ligados à direção de campo e da segurança do estádio. Manuel Silva, Cláudio Filipe Nova e Carlos Elias são os restantes acusados, que trabalham para a empresa de publicidade estática contratada pelo clube da Invicta e que estavam de serviço no clássico. São estes três elementos que envergavam os coletes azuis e que estiveram envolvidos nas alegadas agressões a Matheus Reis, igualmente visado no processo.

Caso estas supostas agressões ao jogador dos leões, por elementos credenciados pelo F. C Porto, sejam consideradas provadas pelo CD, fica aberto o caminho à aplicação do Artigo 118.º do Regulamento Disciplinar, relativo a "inobservância qualificada de outros deveres" por parte do clube anfitrião, que prevê a interdição de um a três jogos do estádio onde se verifiquem os incidentes, um cenário já reclamado pelo Sporting.

No entanto, o artigo 118.º também prevê a aplicação de uma multa, opção seguida pelo CD no passado em casos ocorridos com elementos exteriores ao jogo: em 2017/18, um adepto do F. C. Porto saltou para o relvado do Dragão e atingiu o benfiquista Pizzi, tendo os portistas sido multados em 2860 euros; em 2008/09, um adepto do Benfica entrou no relvado da Luz e agarrou o pescoço de um árbitro-assistente num jogo com o F. C. Porto, tendo o clube lisboeta sido multado em 2600 euros.

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