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Masters Grand Prix

A derreter pneus na Letónia com as cores lusas no capô

A derreter pneus na Letónia com as cores lusas no capô

Diogo Correia entra esta sexta-feira em ação numa prova que reúne os melhores "drifters" de todo o mundo e, depois do quinto posto em Itália, aponta a um lugar no top 8.

A dianteira mergulha no asfalto, pé esquerdo a fundo na embraiagem, redução de quarta para terceira, os pneus gritam e o fumo invade o habitáculo. Complicado? Imagine, agora, tudo isto a alta velocidade e num espaço de segundos. Uma miscelânea de processos que Diogo Correia, mecânico de profissão e bicampeão nacional de "drift", realiza quase de olhos fechados.

Hoje, em Riga, na Letónia, o jovem natural de Vila Verde, Braga, vai trocar o fato macaco pelo volante do BMW e92, pintado com as cores da bandeira de Portugal, na qualificação para um campeonato desconhecido para a maior parte do povo lusitano: o Masters Grand Prix, que reúne os melhores "drifters" de todo o mundo. "É a primeira vez que participo neste campeonato. Este ano, devido à conjuntura provocada pela pandemia da covid-19, só vai ter uma prova. O vencedor será o chamado "Rei do Drift" mundial", explicou, em conversa com o JN.

Na bagagem, levou nada mais nada menos que 40 pneus. Isso e perto de 15 mil euros. Condições essenciais para a participação numa prova deste "gabarito" e que impossibilitam uma presença assídua nestas andanças. "Não é fácil arranjar patrocínios, uma vez que muita gente ainda desconhece este desporto. No ano passado, no IA Motorsport Games 2019, em Itália, conquistei o quinto lugar entre os melhores do mundo".

Com o carro de lado, numa espécie de balé automobilístico, Diogo sonha, um dia, viver do "drift". Para já, o objetivo é, apenas, "ficar no top 8" no asfalto letão".

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