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A emoção de ser campeão pela primeira vez aos 18 anos

A emoção de ser campeão pela primeira vez aos 18 anos

Bruno Borges, nascido em 2002, conta os minutos para erguer o cachecol leonino no Marquês. Alípio, o pai, prepara-se para festejar o sétimo campeonato.

É preciso recuar a 28 de abril de 2002 para reviver a última invasão verde e branca ao Marquês de Pombal, em Lisboa. Alípio Borges, na altura com 35 anos, festejava o sexto campeonato sportinguista. Já Bruno, que viria a nascer uns meses mais tarde, não sabia o que o esperava ao tornar-se leão. Mas quem espera sempre alcança e agora está perto de festejar o primeiro título de campeão nacional e viver o sonho. E que sonho. O Sporting regressa à ribalta com uma época recordista e invencível.

"Estou em pulgas", diz Bruno, que herdou do pai o fanatismo pelo Sporting. Alípio relembra a intensidade e emoção com que vivia o futebol na infância: "Recordo-me de deixar de jantar para ouvir o relato", contou. Em 2002 era vice-presidente do Núcleo Leonino de Bragança e festejou fervorosamente o último título.

Pelo contrário, Bruno não se lembra de alguma vez ter sido um sportinguista tão feliz como agora. Cresceu a ver os amigos a festejar e ao longo dos anos nunca cedeu à pressão da conversão. "Ser do Sporting é inexplicável e o amor ao clube não se traduz apenas nos títulos", contou. Autocarateriza-se como um adepto pacífico, respeitador e sobretudo apaixonado pelo espetáculo que é o futebol: "Sou adepto de futebol acima de tudo, lido bem com as vitórias dos outros, agora é a minha vez de festejar". Durante 18 anos, habituou-se a não criar expectativas e a viver o clube jogo a jogo. "No início de cada época, os sportinguistas dizem sempre que é desta, mas nunca era. Preferi não fazer planos e apoiar o clube em qualquer circunstância", confessou Bruno.

Admiração por Coates

Amor à camisola, paciência e lealdade são os sentimentos mais evocados por pai e filho a quem corre sangue verde na "guelra". Ambos partilham a admiração por Sebastian Coates, um "exemplo de capitão" e dignificam o trabalho de Ruben Amorim, de quem chegaram a duvidar no início da época. "Sem dúvida que este ano o título está extremamente bem entregue, fomos os melhores", salienta Alípio Borges.

Lamentavelmente, a pandemia restringe os festejos, mas a ansiedade de quem não é campeão há 19 anos fala mais alto. "Iremos festejar de uma forma controlada, mas irá ser especial na mesma", afirma Bruno, que vê o pai a acenar a cabeça, em sinal de aprovação.

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