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Abrir o livro da história e acabar numa tragédia grega

Abrir o livro da história e acabar numa tragédia grega

Águia realizou boa exibição e ameaçou repetir Londres, mas foi traída por indecisões defensivas e frieza de Aubameyang, que deu a estocada perto do fim (3-2).

A visita a solo helénico tornou-se numa autêntica tragédia grega para as águias, que viram o ocaso do sonho europeu. Perderam o comboio da Liga Europa, perante o Arsenal (3-2), em Atenas, já depois de terem dito adeus à Champions, em Salónica, no último verão. Apesar do desfecho com um final envolto em algum dramatismo - tento decisivo nos últimos minutos -, deixaram uma imagem positiva e de franca recuperação.

A equipa não se desuniu perante a adversidade, mostrou princípios de jogo, boa circulação de bola e foi eficaz, até nas bolas paradas. Deu a volta no marcador e ameaçou repetir a história de 1991, quando eliminou o Arsenal. No entanto, foi traída por alguns momentos de passividade defensiva e problemas na química do sistema de três centrais: Aubameyang bem aproveitou. O Benfica diz adeus à UEFA, mas pode aproveitar a exibição para procurar o ponto de viragem no campeonato.

O peso do Arsenal motivou a adoção de um esquema de três defesas e a segurança nas ações atacantes para evitar quaisquer desequilíbrios defensivos. Os "gunners" entraram pressionantes, mas aceitaram as "regras do jogo", tornando a discussão calculista.

Nesse duelo cerebral, Saka serviu Aubameyang, que explorou a indecisão do "trio" central, para bater Helton. As águias levaram tempo a recompor-se, mas mantiveram a filosofia. Com uma presença contida no ataque, exploraram as bolas paradas. Vertonghen ameaçou e Diogo Gonçalves desenhou um livre perfeito para estabelecer o empate em cima do intervalo.

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O Benfica entrou na segunda parte confiante, mas recebeu novo aviso de Aubameyang e Jesus refrescou a equipa, com Rafa a dar a volta ao jogo e a eliminatória. Em desvantagem, os ingleses empataram a dois - resultado que servia a ambição encarnada - e deram a estocada perto do fim, pelo inevitável Aubameyang.

POSITIVO: Diogo Gonçalves revelou inspiração e qualidade técnica, num livre quase perfeito. Rafa antecipou o erro de Ceballos. Saka e Aubameyang formaram uma dupla letal.

NEGATIVO: Taarabt, imprudente, viu um amarelo logo aos cinco minutos, que o condicionou. Everton entrou sem grande dinamismo e ainda falhou no segundo tento inglês.

ÁRBITRO: Exibição regular do holandês, sempre auxiliado pelo VAR nos lances de golo. Invalidou bem o último ataque das águias, já que Rafa estava em fora de jogo.

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