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Académica vai avançar com pedido de indemnização no caso Éder

Académica vai avançar com pedido de indemnização no caso Éder

A Académica vai avançar com um pedido de indemnização aos empresários Mohamed Afzal e Pedro Romão e ao futebolista Éder por danos morais e direitos desportivos.

Fonte da direcção do clube de Coimbra, citada pela Agência Lusa, corrigiu que um dos empresários envolvidos não é Salem Alwad Jawad, como tinha referido anteriormente, mas sim Mohamed Afzal, agente FIFA registado na Guiné-Bissau.

Segundo afirmou, o departamento jurídico da Académica está a preparar a queixa-crime em que será pedida uma indemnização a oscilar entre os "cinco e os seis milhões de euros", devido à impossibilidade de o clube ter transferido o avançado Éder para Inglaterra.

A "Briosa" tinha acertado a transferência do avançado para o West Ham e, no sábado, após o jogo da 17.ª jornada da Liga com o Rio Ave, em Vila do Conde, o jogador foi conduzido a um hotel no Porto para acertar o acordo com representantes do clube inglês, mas acabou por não assinar contrato.

Éder, de 24 anos, que tem sido cobiçado por vários clubes, ausentou-se das negociações para atender o telefone e não regressou à unidade hoteleira, o que levou o presidente da Académica, José Eduardo Simões, e o vice-presidente Luís Godinho, a participar à Polícia Judiciária do Porto o seu desaparecimento.

Apesar de já ter dito publicamente que não desapareceu e que está bem, o futebolista não deu qualquer explicação para a sua ausência e tem estado incontactável para os dirigentes da "Briosa", tendo faltado ao treino vespertino de segunda-feira.

Fonte da direção da Académica disse segunda-feira à tarde possuir provas de que o futebolista tem estado hospedado no Hotel Lagoas Park, em Oeiras, acompanhado dos empresários Mohamed Afzal e Pedro Romão, de quem irá também apresentar queixa à FIFA por tentativa de aliciamento ao jogador.

Além dos dois empresários e do próprio jogador, fonte da direcção dos "estudantes" disse ainda que a queixa-crime envolve também Jorge Alexandre, ex-director-geral da União de Leiria, por participação no alegado aliciamento ao atleta.

O avançado Éder termina contrato no final da época e já fez saber que não tenciona renovar com a Académica, tendo já rejeitado propostas de clubes estrangeiros.