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Acusado de racismo, Rafael Ramos recebe apoio do presidente do Corinthians: "Isso pode acabar com uma carreira"

Acusado de racismo, Rafael Ramos recebe apoio do presidente do Corinthians: "Isso pode acabar com uma carreira"

O defesa português Rafael Ramos não saiu do banco no empate de domingo com o São Paulo (1-1), após ter passado por dias complicados na sequência das acusações de racismo por parte de Edenílson, jogador do Internacional.

O lateral direito, de 27 anos, foi mesmo detido após esse encontro, realizado em 14 de maio, devido aos alegados insultos, os quais refutou, explicando que o adversário entendeu mal o que disse.

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Uma perícia realizada pela defesa de Rafael Ramos mostrou que o jogador terá dito a Edenílson "pô, caralho", e não "macaco", como o atleta do Internacional alegou. O caso continua a ser investigado pelas autoridades.

Ontem, após o empate com o São Paulo (1-1), Duílio Alves, presidente do Corinthians, saiu em defesa do lateral português, lembrando que "é preciso ter cuidado, porque isso pode acabar com uma carreira".

"Acompanhamos o Rafael desde o primeiro momento. A perícia foi contratada pela defesa (do jogador), mas é oficial, tem muita validade, e não mostra que ele cometeu um crime. Vamos esperar pelas investigações", explicou o dirigente, à imprensa brasileira.

O encontro com o São Paulo chegou a ser interrompido devido a cânticos homofóbicos e à utilização de engenhos pirotécnicos por parte de adeptos do Corinthians.

"Somos totalmente contra esse tipo de cânticos, tal como somos contra o racismo e a agressões a mulheres. Temos conversado com os adeptos e feito campanhas, mas é preciso insistir para acabar com qualquer discriminação. Estamos em 2022, não faz mais sentido. É hora de parar", disse o presidente do "Timão".

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