1960-2020

"Ambulância demorou mais de meia hora", diz advogado de Maradona

"Ambulância demorou mais de meia hora", diz advogado de Maradona

Matias Morla, advogado do antigo futebolista que faleceu esta quarta-feira, não se ficou por meias palavras. Num comunicado publicado nas redes sociais, o representante de Maradona afirma que o socorro pecou por tardio e pede uma investigação.

Quase 24 horas depois de o Mundo saber que Diego Maradona morreu devido a uma paragem cardíaca, Matias Morla, advogado da estrela de futebol, denuncia que a "ambulância demorou mais de meia hora a chegar, o que foi uma idiotice criminosa", lê-se em comunicado. "Quanto à informação da Fiscalía de San Isidro [departamento judicial do Ministério Público argentino], é inexplicável que durante 12 horas o meu amigo não tenha tido vigilância por parte do pessoal de saúde a quem isso competia", acrescentou o advogado.

Segundo a imprensa argentina, que cita comunicado da Fiscalía de San Isidro, o óbito de Maradona foi confirmado às 13.20 horas locais desta quarta-feira. De acordo com a autoridade, a última pessoa a vê-lo com vida foi o sobrinho às 23 horas de terça-feira. O relato das últimas horas de Diego Maradona é pormenorizado.

Na quarta-feira, às 11.30 horas, o psicólogo e o psiquiatra do antigo futebolista tentaram falar com Maradona, mas ele não respondeu. Ambos os profissionais pensavam que estava a dormir. O sobrinho e um funcionário tentaram acordá-lo e repararam que não tinha sinais vitais. Após várias manobras de reanimação, infrutíferas, foi pedida ajuda médica. Um clínico e um cirurgião de um bairro vizinho atenderam à emergência, enquanto não vinham as ambulâncias. Quando o serviço chegou, as manobras continuaram e foi injetada adrenalina no corpo de Maradona, que não reagiu, sendo confirmado o óbito.

Os minutos deste processo são contestados por Matias Morla, que pede que se "investigue até às últimas consequências". E até cita Maradona: "Vocês são os meus soldados, atuem sem piedade". Apesar das críticas, o advogado pede que, num momento de "dor" e "desolação", o argentino seja lembrado como um "bom filho, o melhor jogador de futebol da História e uma pessoa honesta".

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