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Águia continua sem rumo e título passa a miragem

Águia continua sem rumo e título passa a miragem

Benfiquistas fazem nova exibição sofrível e cedem nulo frente aos vitorianos. Quarto jogo seguido sem vencer na Liga acentuou a crise e o nervosismo na Luz.

O Benfica não consegue dar a volta à crise e afunda-se cada vez mais em equívocos. Esta sexta-feira, fruto de mais uma exibição insípida e sem rumo, voltou a marcar passo e não saiu do nulo na receção ao V. Guimarães.

Foi o quarto jogo seguido das águias sem ganhar na Liga e, face à vitória do Sporting, na Madeira, a distância para a liderança subiu para 11 pontos. Cenário que soa fortemente a um adeus à corrida pelo título, até porque o F. C. Porto, segundo classificado, também tem mais cinco pontos.

Frente aos minhotos, os encarnados quiseram a vitória mas não tiveram discernimento técnico ou tático para lá chegar. O banco também não ajudou. As substituições foram precipitadas e não melhoraram a performance da equipa. A conclusão em campo é de que as reuniões entre a SAD e os jogadores nos últimos dias não tiveram êxito.

Por indicação de Jorge Jesus, ainda ausente do banco devido a doença, João de Deus procedeu a três mudanças no onze, com destaque para a inclusão de Cervi e de Taarabt. A primeira parte registou momentos interessantes, pois a equipa da Luz teve mobilidade e criou oportunidades, destacando-se as iniciativas de Pizzi e de Everton. Até ao intervalo, os encarnados tiveram quase uma dezena de remates, sendo que as chances mais claras pertenceram a Vertonghen e Seferovic.

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Na segunda parte, o Vitória, que até aí praticamente não tinha existido, ganhou força e fez jus à condição de não saber jogar mal fora de portas (continua sem derrotas como visitante). No entanto, houve tanto mérito de João Henriques como demérito de João de Deus. As saídas de Everton, de Seferovic e, mais tarde, de Pizzi tiraram personalidade ao Benfica, que, até ao fim, se arrastou e viveu mais de rasgos individuais do que de uma ideia de jogo coletiva.

Nos descontos, houve finalmente oportunidades e para as duas equipas: primeiro, Pedrinho, para as águias, e, depois, Edwards, para o Vitória, falharam o golo com a baliza à mercê.

O Benfica é um deserto de ideias e os jogadores tremem como varas verdes com a bola nos pés. Um caso também de confiança que, para já, não tem solução.

POSITIVO: André André esteve a um excelente nível e segurou o meio campo minhoto. Nas águias, Otamendi e Pizzi deram tudo, mas não chegaram para alcançar o triunfo.

NEGATIVO: Substituições no Benfica. Darwin, Pedrinho e Gonçalo Ramos pouco ou nada acrescentaram. O uruguaio continua a ser uma sombra, sem rasgo nem confiança.

ÁRBITRO: Dúvidas num lance em que André André terá empurrado Pizzi na área do V. Guimarães. De resto, Nuno Almeida dirigiu a partida de forma tranquila e competente.

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