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Vizela - Benfica

Águia recupera liderança com voo aos trambolhões

Águia recupera liderança com voo aos trambolhões

Rafa, aos 90+8 minutos, garantiu três pontos sofridíssimos e que devolvem os encarnados ao topo da Liga. Vizela, com excelente exibição, não merecia a desfeita tardia

O Vizela entusiasmou-se e traiu-se. Concedeu um contra-ataque nos últimos instantes e isso foi o que bastou para o Benfica salvar o pêlo depois de 90+8 minutos de sofrimento. Pizzi e Rafa construíram, então, o lance que valeu três pontos imerecidos que também mantêm as águias na liderança da Liga, com mais um ponto do que F. C. Porto e Sporting. Depois da goleada às mãos do Bayern Munique, os benfiquistas não podem reclamar da fortuna, Jorge Jesus também não. O resultado foi melhor do que a exibição.

Mais de três décadas depois, Vizela aperaltou-se toda para voltar receber o gigante Benfica para o campeonato. Estádio cheio, ambiente a condizer e no campo uma equipa cheia de personalidade, com qualidade, intenções bem claras e a coragem de tentar fazer o que nunca conseguiu. E esteve quase. O desfecho, contudo, foi o mesmo do das outras quatro vezes em que as duas equipas se defrontaram, embora esta acarrete uma dose desnecessária de crueldade. É que o Benfica, a jogar a passo e a exagerar no jogo interior, raramente foi melhor e viu-se muitas vezes apertado: Vlachodimos teve tudo, menos uma noite descansada. O intervalo chegou e das águias apenas um remate digno de registo (Diogo Gonçalves), enquanto os vizelenses quase não desaproveitaram qualquer transição e ameaçaram o golo em mais do que uma ocasião.

Da segunda parte veio um Benfica melhorzinho, mais arrebitado pelo menos, mas as boas intenções duraram pouco, o suficiente, ainda assim, para colocar Charles à prova duas vezes. O Vizela parecia encolhido, mas não estava. Se se esperava 45 minutos (ou 53) de sentido único, isso esteve longe de suceder e aqui junta-se o mérito dos vizelenses ao demérito das águias, incapazes de ter um domínio expressivo e de evitar calafrios. E eles não foram ou dois, foram vários. Jorge Jesus mexeu, sem, estranhamente, abdicar dos três centrais, mas sempre pode reclamar mérito pela entrada de Pizzi, o homem que assistiu Rafa para o golo vitorioso. Não caiu do céu, isso não, mas o Vizela não merecia.

Mais: Ivanildo Fernandes foi monstruoso na defesa do Vizela e só não impediu o milagre. Weigl é como um relógio e Pizzi entrou para assistir

Menos: Darwin correu muito, mas pouco se aproveitou das suas ações. Também João Mário
esteve mais desacertado do que tem sido habitual

Árbitro: Arbitragem razoável de Luís Godinho. Alguns erros sem interferência no resultado. Os sete minutos de compensação talvez exagerados

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