Benfica - Boavista

Águias desbloqueiam equação nas alturas

Águias desbloqueiam equação nas alturas

Darwin e Weigl marcaram de cabeça, numa fase em que os axadrezados controlavam a via terrestre. Uruguaio torna a bisar e Benfica repõe vantagem de quatro pontos no topo

Darwin e Weigl marcaram de cabeça, numa fase em que os axadrezados controlavam a via terrestre. Uruguaio torna a bisar e Benfica repõe vantagem de quatro pontos no topoO Benfica continua imparável, mantém o pleno de vitórias na Liga e a vantagem de quatro pontos para F. C Porto e Sporting. Ontem, fez cair o Boavista (3-1), num triunfo justo e que permitiu ajustar as contas e ajudar a superar o trauma do despiste contra o mesmo oponente (3-0), depois de um arranque sem falhas, na época transata.

Os encarnados dominaram e criaram as oportunidades mais evidentes. São de momento uma equipa confiante, segura a defender e competente no plano ofensivo. Porém, ainda se encontram distantes de apresentar um jogo atrativo, muito à imagem dos conjuntos de Jorge Jesus. Darwin, bisou, e juntou-se a Rafa na função de motor de arranque e de agitador do ataque. Os axadrezados entraram algo acanhados, mas soltaram-se e concederam qualidade à discussão, além da dúvida no resultado durante mais de uma hora.

Os encarnados entraram pressionantes e a garantir um jogo de sentido único. Controlaram um Boavista de tração atrás, organizado, mas sem capacidade para sair a jogar. Com as fronteiras terrestres encerradas - Darwin falhou uma oportunidade num lance de exceção -, o líder apostou na via aérea para desequilibrar.

O uruguaio voltou a destacar-se, desta vez de forma vitoriosa, na sequência de uma assistência de Diogo Gonçalves e, pouco depois, Weigl faria o mesmo, após um toque de Otamendi, também nas alturas. Pelo meio, Sauer, num rasgo de eleição, empatara o duelo à bomba.

O momento saboroso do brasileiro e do conjunto durara apenas dois minutos para satisfação dos adeptos e do médio alemão, que errara na génese do lance do tento axadrezado. O Boavista voltou ameaçador - Malheiro e Ntep reclamaram nova oportunidade -, perante uma águia adormecida e que voltou a incomodar por Yaremchuck.

A vantagem mínima manteve a esperança boavisteira bem viva e Makouta esteve perto do sonho, travado por Otamendi. O novo tento de Darwin, minutos depois, num brinde embrulhado por Rafa, selava o sexto triunfo. Apesar do destino traçado, as panteras nunca deixaram de lutar e obrigaram o líder a manter-se em alerta.

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Mais: Darwin voltou a bisar e a oferecer alguns arranques explosivos. Rafa "fez" meio golo. Os voos de Bracalli e a bomba de Sauer mereciam aplausos.

Menos: Sofreu forte pressão de Sebastián Perez, mas Weigl errou numa zona proibida e a consequência da indecisão valeu o empate axadrezado.

Árbitro: Adotou inicialmente um critério disciplinar mais amplo, mas depois apertou-o com o decorrer do jogo. Teve ajuda do VAR no terceiro golo.

Veja o resumo do jogo:

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