Trofensa - Benfica

Águias quebram tradição mas com serviços mínimos

Águias quebram tradição mas com serviços mínimos

Benfica teve suar para eliminar Trofense da Taça de Portugal, só decidindo o duelo num prolongamento onde o capitão André Almeida foi decisivo

Fim do jejum de vitórias do Benfica no histórico de confrontos com o Trofense, mas com as águias a terem de suar até ao tempo extra para inverter a tradição e dobrar uma estoica formação nortenha, da II Liga, que vendeu cara a eliminatória. Num jogo de garra, onde os trofenses até mostraram mais alma, o Benfica teve uma prestação intermitente, acabando por beneficiar de um momento de inspiração de Everton e de um outro de convicção de André Almeida para salvar a sua honra.

Os encarnados, que em relação ao último jogo (derrota frente ao Portimonense para a Liga) mantiveram apenas Gilberto e Vertonghen no onze, não disfarçaram uma inicial falta de entrosamento, aproveitada por um Trofense destemido, que até começou o jogo a criar calafrios e viu um golo anulado a Achouri, por fora de jogo, no primeiro quarto de hora.

O Benfica demorou a aquecer os motores, e só com 20 minutos de jogo esboçou os seus primeiros remates à baliza, que, ainda assim, serviram de inspiração para Everton, pois, no momento seguinte, o internacional brasileiro puxou da fantasia e inaugurou o marcador. O tento dos lisboetas fez retrair a inicial audácia dos trofenses, algo que o Benfica aproveitou para ganhar presença e poder de fogo na área contrária, mas ora pela falta de pontaria, ora pela coesão do último reduto dos locais, a equipa de Jorge Jesus teve de se contentar com a vantagem mínima ao intervalo.

O técnico das águias percebeu que esse resultado escasso iria galvanizar o adversário, e pouco depois do descanso colocou artilharia pesada em campo, lançando Yaremchuk, Weigl e João Mário. No entanto, a finalização continuava a ser uma pecha dos lisboetas, que já aos 80m foram castigados pelo desperdício, quando o Trofense, num rápido contra-ataque resgatou o empate, num cabeceamento de Pachu, que lançou o prolongamento. Aí, foi o capitão André Almeida a salvar a honra benfiquista assinando o 2-1, num contra-golpe desenhado por Weigl, no arranque do tempo extra, a que Trofense, estoico, não mais conseguiu responder.

Mais:

O Trofense esbateu as diferenças de escalão, mostrando-se uma equipa bem arrumada e com capacidade de sofrimento, mas começou a sucumbir perante um golo de bom recorte de Everton

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Menos:
O Benfica sai da Trofa com os serviços mínimos cumpridos, mas desgastado com um tempo extra e as lesões de Gil Dias e Valentino Lazaro, que ficam assim em dúvida para o jogo com o Bayern Munique

Árbitro
Conseguiu controlar um jogo disputado com intensidade, e sai com o beneficio da dúvida no golo final do Benfica, onde sem VAR era muito dificil avaliar a posição de Almeida.

Veja o resumo do jogo:

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