Ciclismo

Alberto Contador foi mais forte na Vuelta no duelo adiado com Chris Froome

Alberto Contador foi mais forte na Vuelta no duelo adiado com Chris Froome

Alberto Contador e Chris Froome protagonizaram, esta segunda-feira, o duelo que tinham marcado para o Tour, com o espanhol a assumir-se como o ciclista mais forte da Vuelta, ao triunfar em La Farrapona e consolidar a liderança da geral.

Alberto Contador (Tinkoff-Saxo) e Chris Froome (Sky) chegaram ao Tour como favoritos, caíram, abandonaram, lançaram dúvidas sobre a presença na Vuelta, mas hoje cumpriram o compromisso adiado com os fãs da modalidade, deixando para trás os outros favoritos a cinco quilómetros do alto e defrontando-se na subida para La Farrapona, a última das cinco contagens de montanha da etapa rainha desta edição.

Depois de vários metros na frente, com o camisola vermelha na roda, o vencedor do Tour2013 não foi capaz de responder, já dentro do último quilómetro, à investida de Contador, que pedalou em solitário para a meta, vencendo a 16.ª tirada, no final dos 160,5 quilómetros desde San Martín del Rey Aurelio, com o tempo de 4:53.35 horas.

"Ainda faltam cinco dias que vão ser muito longos e muito disputados. Os meus rivais são tanto o Froome como o Valverde e o 'Purito', ainda que a diferença que tenho para eles me deixe satisfeito", confessou Contador, que deixou o britânico da Sky, o segundo da tirada, a 15 segundos.

Para Froome, terceiro na geral a 01.39 minutos e autor do forte ataque a cinco quilómetros de La Farrapona que deixou o resto da armada espanhola em apuros, a jornada não foi totalmente má, uma vez que encurtou a distância para o segundo lugar de Alejandro Valverde (Movistar), que hoje perdeu 55 segundos para Contador e viu a sua vantagem para o líder da Sky reduzir-se para três segundos.

Antes do espanhol da Movistar cruzou a meta o italiano Alessandro De Marchi (Cannondale), o último dos resistentes da fuga do dia, formada por 13 corredores, entre os quais Philippe Gilbert (BMC), Luis Leon Sanchez (Caja Rural), Ten Dam (Belkin), Peter Kennaugh (Sky), Damiano Cunego (Lampre-Merida) e os expulsos Gianluca Brambilla (Omega Pharma-Quickstep) e Ivan Rovny (Tinkoff-Saxo), que se envolveram em cenas de pugilato.

Apesar das evidentes dificuldades sentidas ao longo do percurso, que incluiu quatro contagens de primeira categoria, Joaquim Rodriguez, que chegou a andar descolado, foi rebocado pela sua Katusha e conseguiu fechar a 16.ª etapa em quinto, a 59 segundos do vencedor, mantendo assim as suas pretensões de subir ao pódio, já que é quarto a 02.29 minutos.

Numa jornada com muito para contar, como o colapso de Rigoberto Uran (Omega Pharma-Quickstep), que perdeu quase 16 minutos para Contador -- o colombiano alegou estar doente -, ou a morte de um polícia que seguia na caravana, ao despistar-se de moto, os portugueses estiveram discretos, com André Cardoso a ser 46.º, a 14.57 minutos, e a cair para fora do top-30.

O ciclista da Garmin-Sharp é agora 31.º, a 52.30 minutos do líder Contador, enquanto Sérgio Paulinho, 103.º na etapa, a 30.24 minutos do vencedor, é 65.º na geral, a 01:52.00 horas do seu líder da Tinkoff-Saxo.

Na terça-feira, o pelotão da Vuelta cumpre o seu segundo dia de descanso, antes de retomar a sua rota, na quarta-feira, na 17.ª etapa, que liga Ortigueira à Corunha, na distância de 190,7 quilómetros.

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