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Amorim e a possível saída de Palhinha: "Estamos preparados para tudo"

Amorim e a possível saída de Palhinha: "Estamos preparados para tudo"

Com o mercado de transferências a aproximar-se do fecho, Ruben Amorim assume-se preparado para a saída de algum jogador, questionado especificamente sobre João Palhinha.

"Estamos sempre preparados para tudo. Também não queríamos perder o Nuno Mendes, o Wendel no fecho no mercado de verão... Apareceu o Daniel Bragança que se calhar estava ainda atrás dos outros médios, apareceu e cresceu muito. Apareceu o Matheus Nunes quando o João fez uma época a titular e saiu. Se tiver de sair alguém, poderá aparecer outro. Não sabemos, não controlamos isso. Ganhámos um campeonato, uma Taça de Portugal e Taça da Liga, passámos na Champions mas isso foi tudo num ano e meio. A situação do clube não mudou assim tanto. Temos essas dores de crescimento que se tiver de acontecer estaremos preparados para dar resposta. Obviamente que não gostámos de perder nenhum jogador. Sabemos a responsabilidade que temos e o caminho que o Sporting tem de percorrer", assumiu o técnico, no lançamento do encontro entre Sporting e Santa Clara, para as meias finais da Taça da Liga (quarta-feira, 19.45 horas, SportTV1).

Sobre Gonçalo Inácio, que não teve noite feliz na derrota frente ao Braga (1-2), afirmou que o jovem ainda está em crescimento. "O Gonçalo teve um crescimento muito grande. Quando o puxámos para a equipa principal ele não era titular indiscutível nos sub-23 e até jogava a defesa esquerdo. Teve um crescimento diferente de toda a gente que na academia pensava em comparação com o [Eduardo] Quaresma. Realçaram uma exibição do Inácio na Liga dos Campeões e eu disse para não fazerem muito barulho, façam desta vez, que ainda não está preparado, ainda precisa de muito tempo no Sporting e ainda tem muito para melhorar. É sinal que fica cá muitos anos. Estou muito satisfeito com o Inácio. Tem feito muitos jogos para um miúdo que há ano e meio estava nos juniores. Está pronto para ir a jogo com o Santa Clara e de certeza que irá dar uma grande resposta", disse.

Mais longe da liderança da Liga e com duas derrotas nos últimos três jogos, Amorim assume um momento complicado. "As sensações são diferentes, até para a equipa técnica. É um sinal de exigência, a que já não estávamos habituados. Obviamente sinto que o grupo sente as derrotas, que são completamente diferentes. O que nós fizemos foi olhar muito para os jogos. Os pontos são os mesmos mas as derrotas são diferentes. Sentimos que estivemos a correr atrás, algo que não tivemos na temporada passada. Isso sente-se quer durante a semana quer durante o jogo, seja na pressa de fazer as coisas, de ir atrás e fazer pontos, não estando em desvantagem. São sensações novas a que os jogadores têm de se adaptar. Todos juntos como grupo são momentos diferentes que nos ajudam a crescer. Não são tão agradáveis como na época passada", frisou, destacando que a presença é "bom lutar por títulos" e que os leões vão "para a Final Four com o objetivo de vencer a Taça da Liga."

Além disse, Amorim revelou que não conversou com Ricardo Horta depois do jogador do Braga ter sido atingido com uma garrafa após a vitória dos minhotos em Alvalade, aproveitando para enviar "um abraço" e realçando que "o Sporting condena qualquer tipo de violência".

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